☰
✕

Política

TJSP extingue ação popular contra a Prefeitura por frota de ônibus nas eleições

Tribunal de Justiça de São Paulo extingue ação que questionava a oferta de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais  |  Foto: Divulgação

Publicado em 05/11/2026, às 08h07   Foto: Divulgação   Tatiana Ribeiro

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) extinguiu uma ação popular que questionava a oferta de ônibus municipais e o suposto descumprimento de ordens da Justiça Eleitoral durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.


A ação foi movida pelo deputado estadual Carlos Giannazi (Psol), pelo vereador Celso Gianazzi (Psol), pela deputada federal Luciene Cavalcanti (Psol) e outros autores contra a Prefeitura de São Paulo, a SPTrans e o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.


Fundamentação da decisão


O juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra apontou que a situação relatada pelos autores — referente a falhas no transporte público — configuraria, quando muito, uma infração às regras do Código Eleitoral, cuja competência de análise pertence exclusivamente à Justiça Eleitoral.


"De concreto, inexiste lesão ao patrimônio público. Quando muito, haveria lesão a preceito legal do Código Eleitoral, cuja competência exclusiva para avaliação é da Justiça Eleitoral, onde não há previsão para o ajuizamento da ação popular como um dos remédios judiciais para defesa de interesses pessoais ou coletivos"


O magistrado seguiu o parecer do Ministério Público, que apontou falta de interesse processual, resultando na extinção da ação sem resolução do mérito. A decisão foi emitida na última quarta-feira (4), um dia após uma comissão especial da Câmara Municipal rejeitar um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB).


Contexto da frota e justificativa


Dados do aplicativo Businfo — ferramenta de monitoramento de veículos em tempo real — apontaram que apenas 71,7% da frota de ônibus municipais estavam em circulação às 13h20 do dia da votação.


Em sua defesa, a Prefeitura de São Paulo argumentou que optou por não colocar 100% da frota nas ruas com o objetivo de evitar gastos considerados desnecessários naquele domingo.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloprefeituraÔnibusaçãoFrota

Leia também


Comerciante que atacou idoso com voadora em SP se entrega à polícia


Agentes de trânsito e entregadores de app trocam socos e chutes na Zona Sul de SP