Política
Publicado em 19/10/2026, às 10h50 - Atualizado às 16h10 Candidatos a presidência do Brasil - Foto: Divulgação/Redes Sociais Vinicius Brito
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, comprove o cumprimento de medidas determinadas pela Justiça Eleitoral para garantir tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso no tribunal. Segundo o magistrado, a empresa não apresentou esclarecimentos considerados suficientes sobre as providências adotadas e tentou estabelecer prazos próprios para responder às determinações judiciais.
Caso a Meta não comprove o cumprimento integral das medidas no período estabelecido, a multa diária prevista poderá aumentar de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. O ministro ressaltou que cabe às partes cumprir as decisões judiciais nos prazos determinados, sem substituí-los unilateralmente.
A disputa judicial teve início após a campanha de Lula questionar o funcionamento dos sistemas da Meta e alegar que publicações relacionadas ao presidente estavam sofrendo restrições de alcance. A equipe também apontou dificuldades para impulsionar anúncios eleitorais no Instagram.
A campanha petista sustentou que as limitações poderiam prejudicar a distribuição de conteúdos durante a disputa presidencial. Entre os episódios apresentados está a impossibilidade de impulsionar publicações do perfil oficial de Lula no Instagram, registrada em outubro.
A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou reclamações à Justiça Eleitoral, alegando prejuízos na distribuição de seus conteúdos. O ministro autorizou a participação do senador no processo como interessado, permitindo que ele apresente argumentos sobre o tratamento dado às candidaturas dos candidatos a presidência
A Meta, por sua vez, afirmou anteriormente que não interfere nas eleições brasileiras e atribuiu os problemas relatados a incidentes técnicos. A empresa também informou que adotou medidas para atender às determinações eleitorais.