Política

Um ano após pedido de impeachment do governador, oposição foca na eleição

Em entrevista ao BNews São Paulo, o deputado Guilherme Cortez (PSOL) fala sobre balanço após um ano do pedido de impeachment do governador e eleições  |  Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo

Publicado em 18/05/2026, às 23h35   Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo   Gabriela Pessanha

Um ano após o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolar um pedido de impeachment contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o deputado estadual Guilherme Cortez faz um balanço sobre mudanças no cenário político estadual. 

Em entrevista ao BNews São Paulo, o deputado do PSOL cita privatizações de empresas responsáveis por serviços básicos e paralisações em universidades como prejuízos do governo aos cidadãos de São Paulo. 

Como o impeachment não avançou, a população do estado de São Paulo continua sofrendo com um governo medíocre. 

Para Cortez, um ano após o encaminhamento do pedido, a população de São Paulo segue "vítima" do governo estadual. 

"(A população) continua sofrendo com aumento da conta de água por conta da privatização da Sabesp, com o desmonte da rede estadual de ensino. Agora, temos três universidades estaduais paulistas em greve e isso não era visto há mais de 15 anos aqui no nosso estado", comenta. 

Encaminhamento do pedido na Alesp 

Cortez explica que o PSOL conseguiu reunir o número necessário de assinaturas para o pedido, mas o processo foi arquivado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). 

O líder da Alesp é o deputado estadual André do Prado (PL) que, conforme cita Cortez, lançou pré-candidatura ao Senado ao lado do deputado federal Guilherme Derrite (PP).

Juntos, eles integram a chapa do governador Tarcísio. 

"Há uma tentativa de blindar o governador de uma investigação e quem paga o preço por isso é a população do estado de São Paulo", diz Cortez. 

Guilherme Cortez (PSOL) em audiência pública na Alesp - Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo

Foco nas eleições de 2026

Ao falar sobre os possíveis cenários após as eleições em outubro deste ano que vão definir, entre outros cargos, o próximo governador do estado, Cortez fala sobre uma nova perspectiva dos resultados com a entrada de Fernando Haddad (PT) na corrida.

"A vitória do Tarcísio não é uma certeza, como nunca achei que fosse. Mesmo com a máquina do governo na mão e quatro anos de mandato, a distância dele para o segundo colocado, Fernando Haddad, que é o nosso pré-candidato é de pouquíssimos pontos", comenta. 

Cortez reforça que o desempenho de Haddad foi contabilizado com 40 dias de trabalho do ex-ministro da Fazenda na pré-campanha eleitoral.

No final de abril, a pesquisa Quaest do Banco Genial apontou que em um cenário eleitoral com Tarcísio, Haddad, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), o atual governador liderava com 38% frente a 26% do candidato do PT. 

Considerando um cenário em que Serra está fora da competição, Tarcísio sobe para 40% e Haddad para 28%.

O BNews São Paulo entrevistou o deputado Guilherme Cortez após uma audiência pública que debateu incentivos culturais e regulamentação do uso de inteligência artificial com objetivo de proteger o trabalho dos quadrinistas. 

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