Autoridades eleitorais e representantes de entidades fiscalizadoras acompanharam, neste domingo (4), o Teste de Autenticidade realizado em urnas eletrônicas de dez seções eleitorais de São Paulo durante o primeiro turno das
Eleições 2026.Os equipamentos foram selecionados no sábado (3), durante uma cerimônia pública realizada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O procedimento faz parte das auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral para verificar a segurança e a regularidade do sistema eletrônico de votação.
O Teste de Autenticidade consiste na conferência dos sistemas instalados nas urnas eletrônicas. O objetivo é comprovar que os equipamentos utilizam os mesmos sistemas que foram previamente abertos, compilados, assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral para serem utilizados no pleito.
Teste em escola da capital
Um dos dez procedimentos ocorreu na seção eleitoral 141ª, instalada na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) João Ramos – Pernambuco – Abolicionista, na capital paulista. A seção pertence à 256ª Zona Eleitoral, localizada na região do Tucuruvi.
A verificação foi realizada antes da emissão da zerésima, documento que comprova que a urna eletrônica está sem votos registrados antes do início da votação.
Participaram do procedimento a juíza eleitoral Ana Laura Correa Rodrigues, a promotora eleitoral Karina Scutti, o chefe da 256ª Zona Eleitoral, Rogério Cavalcante, e o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Joel Freitas Teodoro. O eleitor Fred Regis também foi convidado a acompanhar a auditoria.
Durante o teste, foram realizadas diferentes etapas de conferência. Entre elas, o exame do extrato de carga, utilizado para verificar se o equipamento corresponde à seção eleitoral selecionada; o rompimento do lacre do compartimento da mídia de resultado; a retirada da mídia instalada na urna; e a conferência das assinaturas digitais e dos resumos digitais por meio do programa disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com a Justiça Eleitoral, todas as etapas realizadas no equipamento ocorreram regularmente.
Verificação dos sistemas
Os resumos digitais, também conhecidos como hashes, são gerados durante a cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais realizada pelo TSE. Eles funcionam como uma espécie de identificação digital dos arquivos utilizados nas urnas.
A partir desses códigos, as entidades fiscalizadoras podem conferir se os arquivos encontrados nas urnas eletrônicas correspondem aos mesmos arquivos que foram previamente lacrados pela Justiça Eleitoral.
Os hashes são gerados especificamente para cada eleição e integram os mecanismos de auditoria e fiscalização do processo eletrônico de votação.
Teste de Integridade
Além do Teste de Autenticidade, outras 33 urnas eletrônicas de São Paulo passam neste domingo pelo Teste de Integridade. O procedimento tem como objetivo verificar, na prática, o funcionamento dos equipamentos e comparar os resultados produzidos pelas urnas com uma votação realizada paralelamente em cédulas de papel.
A auditoria ocorre simultaneamente ao horário oficial de votação e é realizada em ambiente monitorado por câmeras. Durante o procedimento, votos preenchidos em cédulas de papel são posteriormente digitados nas urnas eletrônicas. Ao final, os resultados são comparados para verificar se os votos registrados manualmente correspondem aos contabilizados pelo equipamento.
Os Testes de Autenticidade e de Integridade fazem parte do conjunto de mecanismos de fiscalização adotados pela Justiça Eleitoral para acompanhar diferentes etapas do processo de votação e permitir a participação de entidades fiscalizadoras.
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