Política
Publicado em 06/05/2026, às 06h49 Foto: Reprodução/Freepik Fernanda Montanha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou nesta segunda-feira (4) a produção nacional da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan, chamada Butantan-Chik. Com isso, o imunizante formulado no Brasil está liberado para uso e poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é destinada a pessoas entre 18 e 59 anos e foi criada em parceria com a farmacêutica franco-australiana Valneva. Agora, o Instituto Butantan passa a ser oficialmente reconhecido como local de fabricação, ampliando a produção nacional.
A aprovação inicial ocorreu em abril de 2025, mas apenas com as fábricas da Valneva registradas como produtoras. O novo parecer permite que parte do processo seja feita nas unidades brasileiras, segundo a Agência SP.
Apesar da mudança no local de fabricação, trata-se do mesmo imunizante, mantendo os padrões de qualidade, segurança e eficácia já aprovados pela Anvisa.
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, a produção local representa avanço importante na transferência de tecnologia e também pode reduzir custos para o sistema público.
De acordo com ele, por ser uma instituição pública, o Butantan poderá oferecer a vacina com valor mais acessível, facilitando sua distribuição e futura ampliação no SUS.
Em fevereiro de 2026, a aplicação da vacina começou em municípios com alta incidência da doença, dentro de uma estratégia piloto coordenada pelo Ministério da Saúde.
O imunizante foi testado em 4 mil voluntários entre 18 e 65 anos nos Estados Unidos. Os dados foram publicados na revista The Lancet em 2023.
Segundo o estudo, 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o vírus. Além disso, a vacina apresentou bom perfil de segurança.
Os efeitos adversos mais relatados foram dor de cabeça, fadiga, febre e dores no corpo, classificados como leves ou moderados. A vacina também já foi aprovada no Canadá, Europa e Reino Unido.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue e pela zika. A infecção pode provocar febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.
A principal complicação está na persistência da dor articular. Esse quadro pode durar meses ou até anos e comprometer fortemente a qualidade de vida dos pacientes.
Em 2025, cerca de 500 mil pessoas foram infectadas no mundo. No Brasil, foram mais de 127 mil casos e 125 mortes, segundo dados oficiais.
Álbum da Copa: confira estratégias para economizar na compra de figurinhas
Homem responsável por cabeça de porco em derby é preso por estupro