Entretenimento
Ir ao cinema pode ser uma experiência desafiadora para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente por conta de estímulos intensos como som alto e ambiente escuro.
Em São Paulo, uma iniciativa busca mudar esse cenário ao adaptar sessões para tornar o espaço mais acolhedor e acessível. Segundo o g1, o projeto ganha destaque em abril, mês de conscientização sobre o autismo, conhecido como “Abril Azul”.
As sessões adaptadas acontecem regularmente no Shopping Eldorado, na Zona Sul da capital paulista, como parte do projeto “Ingresso Azul”. A proposta é reduzir estímulos que podem causar desconforto e permitir que o público aproveite o filme com mais liberdade.
Durante as exibições, o som é mais baixo, as luzes permanecem parcialmente acesas e não há restrição para circulação dentro da sala. A ideia é criar um ambiente menos rígido e mais confortável, respeitando as necessidades de cada espectador.
Além disso, o shopping disponibiliza kits sensoriais gratuitos. Os itens incluem abafadores de ruído, cordões de identificação para atendimento prioritário e brinquedos sensoriais, que ajudam a lidar com estímulos externos. Os kits podem ser retirados no atendimento ao cliente.
As adaptações vão além da sala de cinema. O espaço conta com infraestrutura acessível, incluindo rampas, elevadores, sanitários adaptados e vagas prioritárias. As medidas buscam garantir não apenas o acesso ao entretenimento, mas também a circulação segura e confortável pelo local.
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e a forma como estímulos são percebidos. Por isso, ambientes com excesso de luz, som ou movimento podem gerar desconforto, tornando iniciativas como essa fundamentais para ampliar o acesso ao lazer.
Sessões adaptadas (Ingresso Azul): realizadas mensalmente, identificadas como “AZL” nos canais digitais da rede de cinema
Mais informações: canais digitais do Cinemark.
Classificação Indicativa: Livre