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O Banco Central (BC) decretou, na última semana, a liquidação do Banco Master, que foi acusado de fraudes contábeis. Mesmo com a grande repercussão, episódios parecidos já haviam ocorrido antes no país, reforçando um histórico de intervenções em instituições financeiras consideradas inviáveis.
Apesar das tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), a decisão de liquidação foi tomada após o BC entender que não existia mais um plano possível para recuperar o banco. O órgão concluiu que a instituição não apresentava condições de continuidade, o que levou ao encerramento das operações.
A Justiça determinou ainda a prisão do presidente do banco, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal, durante a Operação Compliance Zero, que tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A ação aprofunda a investigação sobre irregularidades que agravaram a situação do banco.
Entre os casos de maior repercussão no país, a falência do Banco Nacional e do Banco Econômico são os que mais chamam atenção. Em 1995, os bancos foram acusados de deixarem uma carteira grande de credores, além de escândalos envolvendo rombos contábeis. Após o caso, foram criadas políticas de fortalecimento do Fundo Garantidor de Crédito, que ganhou mais robustez para lidar com situações semelhantes.
Outro caso mais recente, segundo matéria do Metrópoles, foi o do Banco BVA, que passou por liquidação pelo BC após várias irregularidades contábeis e má gestão de riscos. O episódio gerou mudanças no teto de cobertura do FGC, que subiu para R$ 250 mil por CPF e por instituição.
Ainda segundo a apuração, desde 1996, 40 instituições financeiras já foram liquidadas pelo BC e 4,2 milhões de clientes foram pagos pelo Fundo Garantidor de Crédito. Além disso, clientes de quatro bancos ainda estão sendo ressarcidos, processo que segue em andamento conforme os recursos são liberados.
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