Esportes
A Copa do Mundo de 2026 está a cerca de 100 dias de seu início oficial, marcando a proximidade do maior torneio de seleções do planeta.
O campeonato será disputado entre 11 de junho e 19 de julho, reunindo 48 equipes e sediado simultaneamente por três países. O evento promete movimentar milhões de torcedores e gerar recordes financeiros e logísticos, segundo análises do setor esportivo.
De acordo com a entidade organizadora, quase 2 milhões de ingressos já foram vendidos nas primeiras etapas de comercialização. A demanda superou em cerca de 30 vezes a oferta inicial.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou em mensagem oficial que a procura global ultrapassou 500 milhões de solicitações.
Ele também destacou que o evento terá capacidade para receber aproximadamente 6 a 7 milhões de espectadores nos estádios.
Mesmo assim, a federação reservou parte das entradas para uma última fase de vendas, prevista para abril, após as repescagens classificatórias. Essa estratégia visa atender torcedores que ainda não conseguiram adquirir ingressos nas etapas anteriores.
O Mundial será disputado em 16 cidades localizadas em três países da América do Norte, incluindo os Estados Unidos, Canada e Mexico. A distribuição geográfica amplia custos de deslocamento e hospedagem para os fãs.
Especialistas do mercado esportivo indicam que a Copa deve gerar arrecadação recorde para a FIFA. Grande parte da receita será reinvestida no futebol mundial, com estimativa de aplicação de mais de 90% do orçamento do ciclo 2023-2026 no desenvolvimento do esporte.
O mercado secundário de ingressos também ganhou relevância. Nos países-sede da América do Norte, a revenda é legalizada, o que permite a comercialização acima do valor nominal. A organização do torneio defende esse modelo, afirmando que é compatível com o caráter sem fins lucrativos da federação.
Entretanto, entidades de torcedores criticam os preços. O vice-presidente da associação francesa Les Baroudeurs du Sport, Mehdi Salem, afirmou que os custos cresceram mais de 200% desde a edição de 2018. O grupo, que antes levaria cerca de 400 membros ao torneio, agora pretende enviar apenas 100.
O clima pré-Mundial também é marcado por preocupações geopolíticas e de segurança. O conflito entre Estados Unidos e Iran gera atenção entre torcedores e autoridades.
Além disso, episódios de violência em Guadalajara, após conflitos ligados ao crime organizado, aumentaram o alerta para visitantes. Mesmo assim, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que não há riscos generalizados para turistas.
Alguns torcedores demonstraram receio de viajar, conta a Gazeta de SP. Um fã alemão relatou preferir deslocar-se apenas para o Canadá, evitando os Estados Unidos por questões de segurança e imigração. A Copa de 2026 chega, assim, cercada de expectativas esportivas e também de debates sobre acesso e segurança internacional.
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