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Uma rocha espacial que chegou a ser considerada uma das maiores ameaças já observadas pela astronomia deve passar relativamente perto da Lua, mas sem risco de colisão.
O objeto, chamado 2024 YR4, tem cerca de 60 metros de diâmetro e está sendo monitorado por cientistas desde que foi identificado no fim de 2024.
Quando foi detectado pela primeira vez, o asteroide chamou atenção da comunidade científica por apresentar uma pequena chance de atingir a Terra no futuro. As estimativas iniciais apontavam para uma probabilidade de até 3,1% de impacto em 22 de dezembro de 2032.
Posteriormente, no entanto, os cálculos indicaram uma possibilidade de colisão com a Lua. Embora isso não representasse uma ameaça direta ao planeta, pesquisadores alertaram que um impacto poderia afetar futuras missões lunares, astronautas ou até satélites em operação próximos à órbita lunar, as informações são da CNN Brasil.
Para entender melhor a trajetória do asteroide, cientistas recorreram ao poderoso James Webb Space Telescope, considerado o observatório espacial mais avançado já construído. O equipamento, operado pela NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia, conseguiu captar imagens extremamente fracas do objeto.
As observações foram realizadas em fevereiro por uma equipe liderada pelos astrônomos Andy Rivkin e Julien de Wit. Utilizando novas técnicas de rastreamento, os pesquisadores conseguiram identificar o asteroide mesmo sendo um ponto quase invisível no espaço.
Localizar o asteroide representou um grande desafio para os cientistas. O objeto é extremamente pequeno em comparação com outros corpos celestes e reflete pouquíssima luz. Segundo os pesquisadores, sua luminosidade era comparável à luz refletida por uma única amêndoa vista à distância da Lua.
Além disso, a equipe teve apenas algumas janelas de observação de cerca de cinco horas para registrar imagens utilizáveis. Para isso, foi necessário adaptar instrumentos normalmente utilizados para estudar galáxias distantes, transformando-os em um sistema capaz de rastrear um objeto em movimento rápido.
O estudo também demonstra como o James Webb Space Telescope pode contribuir para programas de defesa planetária no futuro. Caso novos asteroides potencialmente perigosos sejam descobertos, as técnicas desenvolvidas nessa análise poderão ajudar a identificar riscos com maior rapidez e precisão.
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