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Asteroide 2024 YR4 vai passar perto da Lua e mobiliza observação da NASA; entenda

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Rochoso espacial antes considerado ameaçador foi analisado com técnicas inéditas pelo telescópio James Webb, que ajudaram cientistas a descartar risco de impacto lunar  |   BNews SP - Divulgação Foto: reprodução/Unplash
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 12/03/2026, às 19h09



Uma rocha espacial que chegou a ser considerada uma das maiores ameaças já observadas pela astronomia deve passar relativamente perto da Lua, mas sem risco de colisão.

O objeto, chamado 2024 YR4, tem cerca de 60 metros de diâmetro e está sendo monitorado por cientistas desde que foi identificado no fim de 2024.

Quando foi detectado pela primeira vez, o asteroide chamou atenção da comunidade científica por apresentar uma pequena chance de atingir a Terra no futuro. As estimativas iniciais apontavam para uma probabilidade de até 3,1% de impacto em 22 de dezembro de 2032.

Posteriormente, no entanto, os cálculos indicaram uma possibilidade de colisão com a Lua. Embora isso não representasse uma ameaça direta ao planeta, pesquisadores alertaram que um impacto poderia afetar futuras missões lunares, astronautas ou até satélites em operação próximos à órbita lunar, as informações são da CNN Brasil.

Observações com o telescópio James Webb

Para entender melhor a trajetória do asteroide, cientistas recorreram ao poderoso James Webb Space Telescope, considerado o observatório espacial mais avançado já construído. O equipamento, operado pela NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia, conseguiu captar imagens extremamente fracas do objeto.

As observações foram realizadas em fevereiro por uma equipe liderada pelos astrônomos Andy Rivkin e Julien de Wit. Utilizando novas técnicas de rastreamento, os pesquisadores conseguiram identificar o asteroide mesmo sendo um ponto quase invisível no espaço.

asteroide
Foto: Pexels

Desafio para detectar um objeto quase invisível

Localizar o asteroide representou um grande desafio para os cientistas. O objeto é extremamente pequeno em comparação com outros corpos celestes e reflete pouquíssima luz. Segundo os pesquisadores, sua luminosidade era comparável à luz refletida por uma única amêndoa vista à distância da Lua.

Além disso, a equipe teve apenas algumas janelas de observação de cerca de cinco horas para registrar imagens utilizáveis. Para isso, foi necessário adaptar instrumentos normalmente utilizados para estudar galáxias distantes, transformando-os em um sistema capaz de rastrear um objeto em movimento rápido.

O estudo também demonstra como o James Webb Space Telescope pode contribuir para programas de defesa planetária no futuro. Caso novos asteroides potencialmente perigosos sejam descobertos, as técnicas desenvolvidas nessa análise poderão ajudar a identificar riscos com maior rapidez e precisão.

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