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Cientistas encontram sistema solar “invertido” nunca visto antes; saiba mais

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Descoberta a 116 anos-luz da Terra revela um arranjo raro, com planetas rochosos e gasosos em ordem oposta à do nosso Sistema Solar  |   BNews SP - Divulgação Foto: reprodução/Freepik
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 13/02/2026, às 11h33 - Atualizado às 11h33



Astrônomos anunciaram a descoberta de um sistema exoplanetário incomum. Localizado a cerca de 116 anos-luz da Terra, o sistema foi identificado com o apoio de telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA) e apresenta uma configuração considerada “invertida” em relação ao Sistema Solar.

O conjunto é formado por quatro planetas que orbitam uma estrela anã vermelha chamada LHS 1903.

O que chama a atenção dos pesquisadores é a ordem dos corpos celestes: o planeta mais próximo da estrela é rochoso, os dois seguintes são gigantes gasosos e, contrariando as expectativas, o planeta mais distante também é rochoso, as informações são do IG.

Por que o sistema é considerado “invertido”?

No nosso Sistema Solar, os planetas rochosos como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, estão localizados nas regiões internas, enquanto os gigantes gasosos ocupam as áreas mais distantes do Sol. No sistema recém-descoberto, essa lógica é parcialmente quebrada, com um planeta sólido orbitando além dos gasosos.

Segundo os cientistas, esse tipo de arranjo é extremamente raro na galáxia e sugere que os processos de formação planetária podem ser mais variados do que se imaginava. A descoberta levanta novas questões sobre como planetas se organizam ao redor de estrelas jovens e quais fatores influenciam sua composição final.

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O que a descoberta revela sobre a formação dos planetas?

Os astrônomos explicam que os planetas se formam dentro de discos de gás e poeira que cercam estrelas recém-nascidas. Nas regiões mais próximas da estrela, as altas temperaturas impedem a condensação de compostos voláteis, favorecendo a formação de planetas rochosos.

Já nas áreas mais distantes, além da chamada “linha de gelo”, materiais como água e dióxido de carbono conseguem se solidificar, acelerando o crescimento de núcleos planetários.

Quando esses núcleos atingem cerca de dez vezes a massa da Terra, passam a atrair grandes quantidades de hidrogênio e hélio, dando origem aos gigantes gasosos. O que surpreende os pesquisadores é a presença de um planeta rochoso após essa região, algo que contradiz o modelo mais aceito até hoje.

A descoberta pode levar a revisões importantes nas teorias sobre a formação e evolução de sistemas planetários fora do nosso.

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