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Lançada no início de janeiro, Custe o que Custar rapidamente se destacou no catálogo da Netflix ao apresentar um suspense que vai muito além de um simples caso de pessoa desaparecida.
A série constrói sua narrativa a partir de diferentes pontos de vista, conduzindo o espectador por uma teia de mentiras, silêncios e crimes antigos que só fazem sentido quando o passado vem à tona. O episódio final muda completamente a leitura da história e redefine o papel de seus protagonistas, as informações são do Observatório de Cinema.
A maior reviravolta do desfecho revela que Paige, filha de Simon Greene, não estava em perigo como todos acreditavam. Durante o período em que foi dada como desaparecida, a jovem estava internada em uma clínica de reabilitação, tentando se recuperar de traumas profundos. A decisão de escondê-la foi tomada por Ingrid, sua mãe, que optou por manter Simon longe da verdade.
O motivo não foi negligência, mas medo. Ingrid sabia que a relação entre pai e filha era marcada por conflitos e temia que a presença de Simon agravasse ainda mais o estado emocional de Paige.
Outro ponto central esclarecido no final é o assassinato de Aaron Corval. A série confirma que Ingrid foi a responsável pela morte, após descobrir que ele abusava de Paige. O crime não surge como um ato impulsivo isolado, mas como consequência direta de um passado traumático que Ingrid tentou enterrar.
Nos momentos finais, Simon descobre toda a verdade e se vê diante de um dilema ético: revelar ou não a Ingrid que Aaron era seu filho. A série encerra sem mostrar sua decisão, apostando na ambiguidade como ferramenta narrativa.
Embora o arco emocional pareça concluído, o desfecho deixa claro que as consequências legais ainda podem acontecer. A investigação policial segue, assim como a possibilidade de Ingrid ser responsabilizada pelo crime. Custe o que Custar termina reforçando sua principal mensagem: algumas verdades, quando vêm à tona, não libertam, apenas cobram um preço alto demais.
Classificação Indicativa: Livre