Entretenimento
por Marcela Guimarães
Publicado em 12/08/2026, às 13h41
O eclipse solar total desta quarta-feira (12) pode ser observado em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e Portugal.
Em outras regiões do Hemisfério Norte, como Canadá, Estados Unidos, Europa e noroeste da África, o fenômeno é visto de forma parcial, com a Lua cobrindo apenas uma parte do Sol.
Por mais que o eclipse não seja visível do Brasil, o Observatório Nacional faz uma transmissão ao vivo pelo YouTube desde as 12h (horário de Brasília). O fenômeno deve atingir seu ponto máximo por volta das 14h.
Durante um eclipse solar, a Lua passa entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra sobre uma área limitada do planeta. Neste caso, a faixa de sombra fica concentrada principalmente no Hemisfério Norte.
Como o Brasil está majoritariamente no Hemisfério Sul, o país ficou fora da região onde o eclipse está sendo observado. A visibilidade depende da posição do Sol, da Lua e do observador no momento do fenômeno.
O eclipse ocorre quando Sol, Lua e Terra ficam alinhados de uma maneira específica. A posição dos astros e a distância entre eles determinam o tipo de eclipse, a extensão da sombra e as regiões onde o fenômeno será visível.
A parte mais escura da sombra, onde a luz solar é completamente bloqueada, é chamada de umbra. Ao redor dela está a penumbra, região em que apenas parte da luz do Sol é bloqueada.
Esses alinhamentos não acontecem todos os meses porque a órbita da Lua é inclinada em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol.
Existem três principais tipos de eclipse solar: total, anular e parcial.
No eclipse total, a Lua fica posicionada de maneira que bloqueia completamente o disco solar para determinadas regiões da Terra. Segundo o Observatório Nacional, esse tipo de fenômeno ocorre, em algum ponto do planeta, aproximadamente a cada 18 meses.
O eclipse anular acontece quando a Lua está mais distante da Terra, no apogeu. Por parecer menor no céu, ela não cobre completamente o Sol e deixa uma borda luminosa ao redor, formando o conhecido “anel de fogo”.
Já o eclipse parcial ocorre quando o alinhamento não é completo. Nesse caso, apenas uma parte do disco solar é encoberta pela Lua.
Apesar de eclipses solares totais ou anulares ocorrerem, em média, cerca de uma vez por ano em algum lugar da Terra, a faixa de visibilidade é limitada.
No Brasil, um eclipse solar total está previsto para 12 de agosto de 2045. Na ocasião, o fenômeno poderá ser visto em partes dos estados das regiões Norte e Nordeste. No restante do país, o eclipse deverá ser observado apenas parcialmente.
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