Entretenimento
por Amanda Ambrozio
Publicado em 02/10/2026, às 07h00
A cidade de São Paulo é conhecida por museus, parques e cartões-postais como a Avenida Paulista e o Parque Ibirapuera.
Mas, longe dos roteiros mais tradicionais, a capital e a Grande São Paulo escondem casas modernistas, vilas operárias, construções industriais e espaços que parecem pertencer a outras cidades e épocas.
O BNews São Paulo consultou conteúdos publicados no TikTok e no Instagram e reuniu dez lugares para quem quer fugir do óbvio e descobrir um lado menos conhecido de São Paulo.
No Jardim Europa, uma antiga residência guarda uma coleção que reúne peças de diferentes períodos e partes do mundo. É a Casa Museu Ema Klabin, aberta ao público desde 2007.
Construída na década de 1950, a casa ocupa um terreno de quase 4 mil m² e combina elementos clássicos e modernos. Os ambientes foram planejados para receber a extensa coleção da empresária Ema Klabin, que reúne pinturas, esculturas, móveis e objetos de arte.
Ema viveu no imóvel até sua morte, em 1994. Ao longo da vida, reuniu peças de diferentes partes do mundo e criou uma fundação para preservar o acervo e transformar a residência em museu. O espaço fica na Rua Portugal, 43.
Entre o verde do Morumbi está uma das obras mais conhecidas de Lina Bo Bardi. A Casa de Vidro chama atenção pelas grandes paredes transparentes, que integram os ambientes internos ao jardim.
Projetada entre 1948 e 1951, a residência foi a primeira obra construída de Lina Bo Bardi e serviu como casa dela e de seu marido, Pietro Maria Bardi. Em 1995, o imóvel foi doado ao Instituto Bardi e passou a ser preservado como patrimônio histórico.
Além da arquitetura modernista, a visita permite conhecer parte da história do casal e do desenvolvimento da arquitetura brasileira. As visitas são guiadas e acontecem em dias e horários determinados.
Quem caminha pela Vila Maria Zélia, no Belenzinho, pode ter a sensação de ter saído de São Paulo sem realmente deixar a cidade. O conjunto de casas e construções históricas preserva parte da memória da industrialização paulistana.
O espaço foi criado pelo industrial Jorge Street para abrigar os trabalhadores da Tecelagem da Juta. Construída no início do século XX, a vila chegou a receber cerca de 2.100 operários e seus familiares.
Casas geminadas, ruas internas e antigos prédios destinados a serviços formam um cenário inspirado nas vilas industriais europeias. O endereço se tornou uma das principais referências do patrimônio industrial de São Paulo.
As antigas chaminés da Casa das Caldeiras chamam atenção em meio aos prédios da Água Branca. O espaço preserva uma parte da história industrial da cidade e mantém características das antigas instalações das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo.
Construído na década de 1920, o imóvel era utilizado na geração de energia do complexo industrial. Tijolos aparentes, estruturas industriais e três chaminés com mais de 30 metros de altura dão ao local uma aparência bastante diferente da paisagem moderna ao redor.
A construção foi tombada e posteriormente restaurada. Atualmente, a Casa das Caldeiras recebe eventos e atividades culturais.
Para conhecer uma São Paulo diferente, também vale olhar para a história da medicina. No bairro da Vila Buarque, o Museu da Santa Casa de São Paulo reúne objetos que ajudam a contar a trajetória da instituição e da saúde na capital.
O acervo inclui pinturas, esculturas, fotografias, documentos, mobiliário, objetos religiosos e equipamentos médicos. Criado em 2001, o museu tem como proposta preservar a memória da Santa Casa e mostrar sua relação com o desenvolvimento da cidade.
O espaço funciona dentro do Hospital Central da Santa Casa, na Rua Doutor Cesário Mota Júnior.
Mapas antigos, fotografias, plantas de imóveis e documentos que ajudam a reconstruir a história de São Paulo estão reunidos no Arquivo Histórico Municipal, no Bom Retiro.
A instituição funciona no Edifício Ramos de Azevedo, na Praça Coronel Fernando Prestes, em um conjunto arquitetônico que já transporta o visitante para outra época.
O acervo reúne cerca de 4,5 milhões de documentos, incluindo registros relacionados à cidade desde o século XVI. Para quem gosta de descobrir como bairros, ruas e imóveis mudaram ao longo do tempo, o espaço funciona quase como uma máquina do tempo paulistana.
Nos Campos Elíseos, a Casa da Don'Anna preserva uma residência histórica em meio à paisagem urbana do centro de São Paulo.
A casa mantém ambientes como porão, dormitórios, área social e caramanchão, além de decoração clássica e um viveiro. Localizada na Rua Guaianases, a residência preserva características da arquitetura dos antigos Campos Elíseos, uma das regiões históricas da capital.
As visitas são guiadas e realizadas aos finais de semana e feriados, mediante agendamento.
No Centro Histórico, o Palacete Conde de Sarzedas abriga o Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo, um espaço pouco conhecido até mesmo entre os paulistanos.
O prédio foi construído no início do século XX e preserva elementos da antiga residência de uma família tradicional da cidade. O local passou por restauração e hoje reúne objetos, documentos, mobiliário e outros itens relacionados à história do Poder Judiciário paulista.
Além do acervo, a visita permite conhecer um dos edifícios históricos que ainda permanecem preservados na região central de São Paulo.
No Morumbi, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano combina arte, história e uma extensa área verde. O espaço funciona na antiga residência do casal Oscar e Maria Luisa Americano, projetada pelo arquiteto Oswaldo Bratke.
Cercada por jardins e árvores, a casa oferece uma experiência diferente da paisagem urbana do bairro. O acervo reúne obras, peças de arte sacra, mobiliário colonial e objetos relacionados à história brasileira.
Além das exposições, o espaço também é conhecido pelos jardins e pelos tradicionais chás servidos no local.
Apesar de ficar em Santo André, na Grande São Paulo, Paranapiacaba é uma opção para quem quer fazer um passeio diferente sem precisar viajar para longe da capital.
Casas de madeira, ruas de paralelepípedo, estruturas ferroviárias e a neblina frequente dão à vila uma aparência que lembra pequenas cidades inglesas. Ao redor, a Mata Atlântica completa o cenário.
A vila foi construída pela São Paulo Railway para abrigar trabalhadores ligados à ferrovia Santos–Jundiaí. Atualmente, preserva construções históricas, museus, trilhas e áreas naturais.
Entre os atrativos estão o Museu Funicular, o Museu Castelo, a Casa Fox e o Parque Nascentes de Paranapiacaba.
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