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Gloria Groove está confirmada na Parada LGBT+ de SP; veja lista de atrações

Foto: Divulgação/Associação da Parada LGBT
Confira o cronograma completo e os horários das apresentações de Gloria Groove, Pepita e Melody na maior celebração do orgulho do país  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Associação da Parada LGBT
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 29/05/2026, às 12h17



A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que celebra sua 30° edição em 2026, divulgou na terça-feira (26) as atrações para a edição que tomará a Avenida Paulista no dia 7 de junho.

Com o tema “A rua convoca, a urna confirma”, o evento anunciou apresentações de nomes como Gloria Groove, Pepita, Melody e Jup do Bairro.

Diego Martins, Dornelles, Isma (projeto “Made in COHAB”),Katy da Voz e as Abusadas também farão parte da programação.

Entretanto, o anúncio festivo foi acompanhado de fortes críticas à tentativa de restrição do evento pela Câmara Municipal e ao recuo de patrocinadores.

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Resistência contra proibições e foco democrático

Durante a coletiva de imprensa, o presidente da Associação da Parada, Nelson Matias, rebateu o projeto de lei aprovado em primeira votação que tenta proibir crianças no evento e restringi-lo a locais fechados.

Matias declarou que “vai ter criança, sim” e reforçou o caráter político da manifestação.

“Hoje, mais do que nunca, precisamos lembrar: não existe orgulho sem democracia. Se o golpe tivesse dado certo, a gente não estaria aqui. Não existe democracia verdadeira sem participação popular nem sem a população LGBT”, afirmou o presidente.

Ele completou dizendo que a Parada “é um ato de resistência, espaço de defesa da democracia e dos direitos humanos”.

Crise de patrocínio e estrutura reduzida

A organização enfrenta o que classifica como um dos maiores desafios de sua trajetória.

Segundo o G1, a estrutura sofreu cortes, passando de 17 para 14 trios elétricos, devido à diminuição do apoio financeiro de grandes empresas. Matias destacou que “muitas empresas têm recuado por medo, pressão política ou até conveniência”.

Essa postura corporativa também foi alvo de críticas da cantora Pabllo Vittar, que denunciou o oportunismo de marcas que utilizam a causa apenas para marketing.

“É muito fácil, no mês do orgulho, colocar bandeira colorida no ícone e mudar a foto de perfil, sendo que esse apoio não é verdadeiro para a nossa comunidade”, desabafou a artista.

Classificação Indicativa: Livre

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