Entretenimento
por Andrezza Souza
Publicado em 21/10/2026, às 19h50
O filme “Lobisomem” (2025) termina com uma revelação sobre a criatura que persegue uma família no interior do Oregon. O monstro é Grady Lovell, pai de Blake, que estava desaparecido havia anos. A descoberta, porém, não impede uma nova tragédia: infectado pelo próprio pai, Blake também se transforma em lobisomem.
Dirigido por Leigh Whannell e estrelado por Christopher Abbott e Julia Garner, o longa chegou ao catálogo brasileiro da Netflix em outubro de 2026. Em 21 de outubro, a produção apareceu na quinta posição entre os filmes mais populares da plataforma no Brasil, de acordo com o ranking diário do FlixPatrol.
Atenção: o texto contém spoilers do final do filme.
Blake retorna à casa onde cresceu acompanhado da esposa, Charlotte, e da filha, Ginger. A viagem acontece após seu pai, Grady, ser declarado legalmente morto. A intenção é se reconectar com o passado e tentar reconstruir os laços familiares.
No caminho até a propriedade, uma criatura ataca os três e arranha Blake. Depois de se refugiarem na casa, a família percebe que o perigo continua próximo. Enquanto isso, o ferimento do protagonista evolui, e seu corpo começa a apresentar mudanças.
A transformação altera os sentidos e a percepção de Blake. Ele passa a ter dificuldade para compreender a fala de Charlotte e Ginger, além de perder gradualmente o controle sobre o próprio comportamento.
Durante um confronto, Blake consegue matar o monstro. É quando reconhece uma tatuagem militar no braço da criatura e descobre sua identidade: era Grady, seu pai.
O filme não esclarece completamente como Grady foi infectado nem a origem da condição. A história confirma quem era o atacante, mas deixa perguntas sobre o surgimento dos lobisomens sem resposta.
Sim. Mesmo após matar Grady, Blake continua se transformando. A infecção não desaparece, e ele se torna uma ameaça para a própria família.
Charlotte e Ginger fogem da propriedade, mas Blake as persegue. Em determinado momento, ele cai em uma armadilha preparada pela esposa e continua avançando mesmo depois de sofrer uma mutilação.
A perseguição termina no antigo esconderijo de caça de Grady. Charlotte aponta uma arma para o marido transformado, mas hesita diante da possibilidade de matá-lo. Ginger percebe que o pai ainda demonstra sinais de consciência e parece querer que seu sofrimento termine.
Para proteger a filha e impedir novos ataques, Charlotte dispara contra Blake. Ele morre sem recuperar a forma humana. Nos últimos instantes, recebe o conforto da esposa e da filha.
Sim. Após a morte de Blake, Charlotte e Ginger deixam o local e chegam a um vale que o protagonista descrevia como uma das paisagens mais bonitas de sua infância.
A cena retoma uma lembrança apresentada no começo do filme, quando Blake tentava convencer a esposa de que retornar à antiga propriedade poderia fazer bem à família.
O desfecho tem um sentido trágico. Blake queria se reaproximar das próprias raízes e construir uma relação diferente com Ginger, mas acaba repetindo parte do ciclo de violência vivido com o pai. Sua última decisão, no entanto, permite que a filha sobreviva.
A paisagem aberta também sugere que Charlotte e Ginger poderão seguir em frente, apesar da perda.
Não. O filme não apresenta cenas extras durante ou depois dos créditos. A história encerra o confronto de Blake com a família e não inclui uma sequência que anuncie diretamente uma continuação.
Embora a origem da infecção e o desaparecimento de Grady permaneçam parcialmente sem explicação, o conflito principal tem um desfecho definido.
“Lobisomem” está disponível na Netflix Brasil. O terror tem aproximadamente 1h43 de duração e classificação indicativa de 16 anos.
Além de Christopher Abbott e Julia Garner, o elenco conta com Matilda Firth e Sam Jaeger. A produção é da Blumhouse, com distribuição da Universal Pictures.
Classificação Indicativa: Livre
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