Entretenimento

Mamonas Assassinas: fala chocante de Júlio Rasec antes do acidente volta à tona

Foto: Divulgação
Imagens gravadas horas antes do voo mostram Júlio Rasec relatando um sonho com avião, trecho que muitos interpretaram como premonição  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 03/03/2026, às 12h32



A trajetória de sucesso dos Mamonas Assassinas foi interrompida com uma tragédia em 2 de março de 1996.

Exatos 30 anos depois, o episódio volta com o lançamento do documentário “Eu Te Ai Lóve Iú”, trazendo lembranças e curiosidades sobre os bastidores das últimas horas da banda.

Entre os relatos mais marcantes, um em especial segue em alta: o comentário feito pelo tecladista Júlio Rasec no próprio dia do acidente.

Sonho que virou história

Horas antes de embarcar no voo entre Brasília (DF) e Guarulhos (SP), Júlio contou ter tido um sonho estranho na noite anterior. Em imagens gravadas naquele mesmo dia, ele relatou: “Essa noite eu sonhei com um negócio… Parecia que o avião caía”.

O vídeo foi exibido posteriormente em telejornais e acabou sendo interpretado por muitos como uma premonição.

Mamonas Assassinas
Mamonas Assassinas (Foto: Divulgação)

Outros comentários

O documentário “MTV na Estrada” também mostra momentos em que o vocalista Dinho fazia comentários afiados sobre o avião. Em tom de piada, ele mencionava supostas falhas no radar e no combustível.

Em um dos trechos mais lembrados, ao ser questionado se era “o Dinho dos Mamonas”, respondeu em tom irônico: “Eu era”.

A ligação do grupo com a aviação vinha de antes da fama. Samuel Reoli desenhava aviões na infância e uma das formações anteriores dos integrantes chegou a se chamar Ponte Aérea.

Acidente na Serra da Cantareira

Na noite de 2 de março de 1996, após uma apresentação para cerca de 4 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a banda embarcou em um Learjet 25D com destino a Guarulhos. O trajeto ocorreu normalmente até a aproximação para pouso.

Às 23h16, depois de uma tentativa frustrada de aterrissagem, o piloto realizou uma manobra de arremetida.

A aeronave, enfim, não ganhou altitude suficiente e colidiu contra a Serra da Cantareira. Investigações posteriores apontaram falhas de navegação e possível exaustão da tripulação como fatores determinantes.

As vítimas e o legado

Morreram no acidente Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec, além do segurança Sérgio Saturnino Porto, ajudante de palco Isaac Souto, piloto Jorge Martins e copiloto Alberto Yoshihumi Takeda.

Absoluto sucesso nacional, o álbum de estreia dos Mamonas Assassinas chegou a ultrapassar a marca de 1,8 milhão de cópias vendidas.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp