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“Salve Rosa”: relembre o caso real que voltou a repercutir após sucesso do filme

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Após a estreia de “Salve Rosa”, novo suspense da Netflix, o público resgatou uma polêmica de 2020 que envolveu investigações reais  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Netflix/YouTube
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 01/03/2026, às 16h46 - Atualizado às 16h48



O sucesso de “Salve Rosa”, atualmente no topo da Netflix, trouxe de volta um caso que marcou a internet brasileira: o da youtuber Isabel Peres, conhecida pelo canal Bel Para Meninas”.

Internautas passaram a traçar semelhanças entre a protagonista vivida por Klara Castanho e a influenciadora mirim.

A associação viralizou principalmente pelo tema da produção, que aborda controle familiar, exposição e pressão por sucesso ainda na infância.

Trama do suspense

No filme, Rosa é uma adolescente que, após desmaiar na escola, descobre alterações preocupantes em exames médicos.

A partir daí, inicia uma investigação sobre o próprio passado e percebe que sua vida pode ter sido totalmente manipulada.

Famosa na internet, a jovem vê seu mundo desmoronar ao suspeitar que a mãe, Dora, estaria administrando medicamentos para retardar seu crescimento, deixando a menina com aparência infantil.

A situação só vem à tona quando duas amigas criam a hashtag #SalveRosa para denunciar o que acreditam ser um caso de abuso.

Paralelo com a vida real

A mobilização fictícia remete diretamente ao que aconteceu em 2020 com Isabel Peres. Na época, a hashtag #SalveBelParaMeninas dominou as redes sociais e levou o caso a programas de televisão.

O canal da influenciadora foi criado quando ela tinha apenas 5 anos. Inicialmente, a proposta era ensinar penteados para mães fazerem nas filhas.

Com o tempo, Bel passou a protagonizar os vídeos e conquistou um grande público infantil, acumulando milhões de inscritos, livros lançados e eventos lotados.

Fran e Bel Peres
As críticas se concentraram na suposta superexposição e nos limites do trabalho infantil na internet (Foto: Reprodução/YouTube)

Acusações e investigação

Em meados de 2020, internautas começaram a questionar a exposição da criança e levantaram suspeitas de desconforto em alguns conteúdos publicados.

O caso gerou debate sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e levou órgãos como o Ministério Público e a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima do Rio de Janeiro a anunciarem apuração dos fatos. O Conselho Tutelar chegou a visitar a família.

Na época, em nota divulgada, os responsáveis negaram irregularidades e afirmaram que estavam sendo alvo de acusações sem qualquer fundamento, destacando que suas decisões eram baseadas no ECA.

Consequências e novos desdobramentos

Isabel sempre declarou que nunca foi obrigada a produzir conteúdo ou sofreu maus-tratos. Ainda assim, após a polêmica, o alcance do canal diminuiu.

Em agosto de 2025, já com 18 anos, Bel teve seu canal desativado após denúncias relacionadas à adultização de sua imagem.

Classificação Indicativa: Livre

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