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“O Morro dos Ventos Uivantes” estreia hoje: veja principais mudanças entre o livro e o filme

Foto: divulgação/Warner Bros.
Estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, longa chega aos cinemas brasileiros com uma releitura sensual, exagerada e nada conservadora da obra  |   BNews SP - Divulgação Foto: divulgação/Warner Bros.
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 12/02/2026, às 12h20



Sempre que um clássico da literatura ganha uma nova adaptação, a comparação com o livro original é inevitável.

No caso de “O Morro dos Ventos Uivantes”, romance publicado por Emily Brontë em 1847, a curiosidade aumenta ainda mais diante da proposta ousada de Emerald Fennell, cineasta conhecida por provocar desconforto e fascínio.

Estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, o filme estreia no Brasil nesta quinta-feira (12) e deixa claro desde o início: fidelidade não é sua principal meta, as informações são do g1.

Mais erotismo, menos contenção emocional

A mudança mais evidente está na forma como o relacionamento entre Catherine e Heathcliff é retratado. Enquanto o livro trabalha a obsessão amorosa em camadas psicológicas e espirituais, o filme opta por uma abordagem muito mais física. A tensão sexual domina a narrativa, aumentando o contato entre os protagonistas e transformando desejo em motor dramático.

Essa escolha fala diretamente com a filmografia de Fennell, que já havia explorado relações de poder, abuso e sedução em “Bela Vingança” e “Saltburn”.

Outra ausência é a segunda geração de personagens presente no livro, essencial para discutir heranças emocionais e violência. No filme, a história se concentra quase exclusivamente no casal central.

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Divulgação: Warner Bros.

Heathcliff, identidade e polêmica

A escolha de Jacob Elordi para viver Heathcliff também gerou debates. No romance, o personagem é descrito como alguém de aparência estrangeira e pele escura, traço importante para tudo o que sofre durante a narrativa. A nova adaptação mantém o conflito de classe, mas abandona a questão racial, o que reacendeu discussões sobre “whitewashing” em Hollywood.

Apesar disso, o filme constrói um Heathcliff brutal, ressentido e emocionalmente instável, preservando o arco trágico do personagem. Elordi se destaca ao passar intensidade e crueldade em sua atuação.

Visualmente, o longa aposta no excesso: trilha sonora grandiosa, figurinos quase performáticos e cenários que flertam com o surreal. O resultado é um filme que pode frustrar, mas que assume sua identidade autoral.

No fim, “O Morro dos Ventos Uivantes” (2026) talvez não seja a adaptação que fãs do livro esperavam, mas é, sem dúvida, uma que dificilmente passa despercebida.

Classificação Indicativa: Livre

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