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Qual o significado da profecia sombria de Egg em “O Cavaleiro dos Sete Reinos”? Entenda

Foto: divulgação/HBO Max
No terceiro episódio da série da HBO, revelação sobre o futuro de Aegon Targaryen conecta tragédia, poder e o destino dos Sete Reinos  |   BNews SP - Divulgação Foto: divulgação/HBO Max
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 12/02/2026, às 14h05



O universo de Game of Thrones sempre deixou claro que profecias raramente são literais, e quase nunca funcionam para o bem. Em O Cavaleiro dos Sete Reinos, nova série da HBO, isso volta ao centro da narrativa no terceiro episódio, quando Egg recebe uma previsão perturbadora sobre seu futuro como rei.

Até então conhecido apenas como o jovem escudeiro de Sor Duncan, o Alto, Egg tem sua verdadeira identidade revelada: ele é Aegon Targaryen. O momento ganha contornos ainda mais sombrios quando uma vidente profetiza que ele “será rei, morrerá em fogo ardente e terá suas cinzas devoradas por vermes”, além de afirmar que aqueles que o conhecem se alegrarão com sua morte.

Para um personagem marcado pela empatia e ingenuidade, o aviso soa como loucura, mas os livros de George R. R. Martin mostram que a realidade é mais complexa, as informações são da Rolling Stone.

A Tragédia de Summerhall e o fim de Egg

A profecia se cumpre de forma quase literal anos depois. Mesmo sendo o quarto filho de um ramo distante da família real, Egg ascende ao trono como Aegon V Targaryen. Seu reinado dura cerca de 26 anos e é marcado por reformas que buscam melhorar a vida do povo comum de Westeros.

O fim chega na chamada Tragédia de Summerhall. Obcecado pela ideia de restaurar os dragões e fortalecer o reino, Aegon V tenta chocar ovos usando fogovivo. O ritual sai do controle, provoca um incêndio devastador e resulta na morte do rei e de outros membros da família Targaryen.

o cavaleiro dos sete reinos
Divulgação: HBO Max

Por que “todos se alegrariam” com sua morte?

O trecho mais cruel da profecia está na afirmação de que sua morte seria celebrada. A ironia está no fato de que Aegon V foi um dos reis mais populares entre o povo simples. No entanto, suas políticas desagradaram profundamente a nobreza, que perdeu privilégios durante seu governo.

Assim, quem realmente “o conhecia” na corte, lordes, conselheiros e grandes casas, viu sua morte como um alívio político. O povo, por outro lado, perdeu um de seus maiores defensores. A profecia, portanto, não fala de um tirano odiado por todos, mas de um governante justo rejeitado pela elite.

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