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A prática de embrulhar o RG em papel-alumínio ganhou popularidade como uma suposta forma de evitar golpes por aproximação. A ideia surgiu a partir de cartões contactless, mas não se aplica da mesma forma aos documentos brasileiros.
Na maioria dos casos, o RG tradicional não possui tecnologia de transmissão por radiofrequência. Isso significa que não há sinal a ser bloqueado, tornando o uso do alumínio irrelevante para segurança digital, embora ainda possa ter algum efeito físico.
O conceito por trás da prática está ligado à chamada Gaiola de Faraday, que impede a passagem de ondas eletromagnéticas. Esse tipo de proteção só seria útil se o documento tivesse chip RFID ou NFC.
No entanto, a maior parte dos RGs brasileiros é feita de papel moeda ou plástico simples. Esses modelos utilizam elementos visuais como QR Code e marcas de segurança, sem emissão de sinal eletrônico, o que dispensa qualquer tipo de blindagem, segundo o Estado de Minas.
Assim, o papel-alumínio não impede leitura de dados, já que não há comunicação por aproximação nesses documentos.
A Carteira de Identidade Nacional trouxe avanços ao unificar o número do documento com o CPF e incluir recursos digitais. Ainda assim, a validação ocorre por leitura óptica, não por radiofrequência.
Isso significa que, mesmo nos modelos mais recentes, o uso do papel-alumínio não oferece ganho real em proteção. A própria estrutura da CIN já é mais resistente e pensada para durabilidade, reduzindo a necessidade de soluções improvisadas.
Na prática, algumas pessoas utilizam o alumínio apenas para evitar desgaste físico. Ele pode ajudar a reduzir atrito com outros itens na carteira e oferecer leve proteção contra umidade.
Apesar disso, há desvantagens claras no uso contínuo. O material pode rasgar, acumular sujeira e até danificar a superfície do documento, comprometendo sua conservação ao longo do tempo.
Para proteger documentos, o mais indicado é utilizar capas plásticas ou carteiras de boa qualidade. Esses itens preservam o RG sem prejudicar sua aparência ou legibilidade.
No caso de itens que realmente utilizam RFID, existem acessórios específicos com bloqueio de sinal. Para o RG e a CIN, no entanto, soluções simples já são suficientes para garantir proteção adequada, sem necessidade de improvisos.
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