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O 1º de abril é conhecido em diversos países como o Dia da Mentira, marcado por pegadinhas entre amigos, ações de marcas e até notícias falsas criadas de propósito para divertir ou enganar temporariamente o público.
Segundo a CNN Brasil, a data se consolidou ao longo do tempo como um momento em que até veículos de comunicação entram na brincadeira, publicando histórias fictícias que confundem leitores e espectadores.
Casos famosos ajudam a ilustrar o fenômeno. Em 1980, a emissora britânica BBC anunciou que o relógio Big Ben seria substituído por um modelo digital, o que gerou indignação real entre espectadores.
Já em 1992, uma rádio dos Estados Unidos simulou o retorno do ex-presidente Richard Nixon à disputa eleitoral, enganando parte da audiência.
Apesar das brincadeiras modernas, a origem do Dia da Mentira remonta ao século XVI, na Europa. A explicação mais popular está ligada à mudança do calendário juliano para o gregoriano, oficializada em 1582.
Antes disso, o Ano-Novo era comemorado entre o final de março e o dia 1º de abril. Com a reforma, a celebração passou a ocorrer em 1º de janeiro. No entanto, parte da população resistiu à mudança e continuou festejando na data antiga.
Essas pessoas passaram a ser alvo de zombarias, recebendo convites para festas falsas ou sendo enganadas, prática que teria dado origem à tradição.
Com o tempo, o costume se espalhou por diferentes países, ganhando nomes e formas variadas. Em inglês, a data é chamada de “April Fool’s Day”, ou “Dia dos Tolos”, enquanto na França e na Itália há referências ao “peixe de abril”, símbolo de alguém facilmente enganado.
No Brasil, a tradição chegou no século XIX. Um dos primeiros registros envolve um jornal mineiro que publicou, em 1º de abril de 1828, a falsa notícia da morte de Dom Pedro I, desmentida no dia seguinte.
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