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Por que o ChatGPT usa água para funcionar? Veja o que dizem os estudos

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Com números surpreendentes, estima-se que meio litro de água pode ser consumido para gerar entre 20 e 50 respostas do ChatGPT  |   BNews SP - Divulgação Foto: Unsplash
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 08/01/2026, às 15h10



Os números envolvendo o uso do ChatGPT não param de crescer. Resolver dúvidas e tarefas em segundos transformou a ferramenta de inteligência artificial (IA) em uma baita função para milhões de pessoas desde o seu lançamento, em 2022.

Essa praticidade, enfim, tem valor pouco visível para um usuário comum. Por trás de cada resposta gerada existe uma infraestrutura que demanda grandes quantidades de energia e água, ou seja, recursos que já sofrem grande pressão em escala global.

À medida que a IA se torna mais rápida e precisa, aumenta também a dependência de sistemas capazes de processar enormes volumes de dados em tempo real. É justamente nesse ponto que o impacto ambiental começa a pesar.

Como funciona tal consumo de água?

Segundo apuração do jornal O Povo, estima-se que cerca de meio litro de água potável é consumido e evaporado a cada 20 a 50 perguntas feitas a um chatbot ou na geração de um texto com cerca de 100 palavras.

Quando esse uso se repete diariamente, o efeito se multiplica. Em uma semana, o consumo hídrico associado ao uso frequente da ferramenta por milhares de pessoas pode se aproximar do gasto diário de uma cidade inteira.

ChatGPT
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Por que a IA consome tanto?

Todo o processamento necessário para formular uma resposta não acontece no celular/computador do usuário. As informações são analisadas em grandes data centers, estruturas que armazenam, processam e cruzam dados de forma contínua.

Esses centros exigem energia constante e sistemas intensivos de resfriamento para evitar um superaquecimento. A água é muito importante nesse processo.

Além de participar do funcionamento da energia, ela é usada para controlar a temperatura das máquinas, principalmente em momentos de pico de atividade.

Quanto maior o volume de informações processadas, maior a necessidade de manter os equipamentos resfriados.

Por isso, a água acaba sendo tão essencial para o funcionamento e também para evitar falhas causadas pelo calor excessivo.

Atualizações e eficiência

Em agosto de 2025, a OpenAI começou a liberar uma nova versão do ChatGPT, chamada GPT-5. O modelo foi apresentado como mais racional, eficiente e preciso, com respostas mais objetivas e menos afetivas, sem tantos elogios ou emojis.

A promessa de maior eficiência, porém, vem acompanhada de mais agilidade no processamento. Isso significa que, mesmo com avanços tecnológicos, a demanda contínua por água e energia continua e tende a crescer.

Com cada nova atualização, os data centers ficam mais sobrecarregados e o impacto ambiental da IA passa a ter peso maior nos temas sobre sustentabilidade e crise hídrica.

Além do ChatGPT

Tal consumo não é exclusivo do ChatGPT. Outras plataformas de inteligência artificial também dependem de data centers em larga escala.

O Google, por exemplo, informou que o Gemini consumiu cerca de 20 milhões de litros de água desde 2023, considerando uma média de 0,26 mililitro por solicitação.

Mesmo números aparentemente pequenos se tornam grandes quando multiplicados por milhões de usos diários (e cada vez mais recorrentes).

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