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Cientistas anunciaram a detecção de moléculas orgânicas associadas à química pré-biótica no cometa 3I/ATLAS, um raro visitante interestelar que cruzou o Sistema Solar em 2025.
A descoberta foi feita por um observatório da Nasa e amplia o entendimento sobre a distribuição de matéria orgânica no universo, ainda que não represente evidência direta de vida fora da Terra.
As observações foram realizadas pelo telescópio SPHEREx, equipamento projetado para mapear o céu em infravermelho e identificar assinaturas químicas em objetos celestes.
Segundo os pesquisadores, o cometa liberou compostos como metanol, metano e cianeto de hidrogênio à medida que se aproximou do Sol e, depois, ao se afastar da órbita terrestre, as informações são do O Globo.
Essas moléculas são consideradas fundamentais para reações químicas que antecedem o surgimento da vida, funcionando como “blocos de construção” da chamada química pré-biótica. A liberação ocorreu quando o aquecimento solar ativou a coma do cometa, a nuvem de gás e poeira que envolve seu núcleo sólido.
Os sinais químicos foram registrados entre os dias 8 e 15 de dezembro de 2025, período em que o 3I/ATLAS já iniciava sua trajetória de saída do Sistema Solar.
O cometa havia sido identificado inicialmente em 1º de julho de 2025 pelo sistema automatizado ATLAS, responsável por monitorar corpos próximos à Terra. Pouco depois, análises confirmaram sua origem fora do Sistema Solar, colocando-o em um grupo extremamente restrito de objetos desse tipo já observados.
Apesar da empolgação, os especialistas são cautelosos ao interpretar os dados. A presença dessas moléculas não significa que exista ou tenha existido vida no cometa. O achado, no entanto, fortalece a hipótese de que os ingredientes químicos necessários para processos biológicos não são exclusivos do nosso sistema planetário.
Imagens complementares do objeto também foram obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, ajudando a caracterizar a estrutura e o comportamento do cometa durante sua passagem.
Para a comunidade científica, o 3I/ATLAS reforça uma ideia central da astrobiologia moderna: a de que a matéria orgânica pode estar amplamente distribuída pelo cosmos, aumentando as possibilidades de que processos semelhantes aos que ocorreram na Terra também aconteçam, ou tenham acontecido, em outros cantos do universo.
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