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Yuri Alberto iniciou tratamento após exames confirmarem uma lesão muscular de grau 2 no bíceps femoral da coxa esquerda. A informação foi divulgada pelo Estadão.
O atacante deve desfalcar o Corinthians em parte crucial da temporada, incluindo a reta final do Paulistão e o início do Brasileirão e da Libertadores.
A lesão aconteceu na vitória por 1 a 0 sobre o São Bernardo. Ao tentar alcançar uma bola em velocidade pela lateral do campo, o camisa 9 caiu sozinho e levou a mão à parte posterior da coxa.
Chorando, deixou o gramado carregado, cenário que inicialmente levantou a suspeita de uma ruptura mais grave.
O grau 2 indica rompimento parcial das fibras musculares: mais sério que um estiramento leve, mas sem ruptura total. Segundo o fisioterapeuta esportivo Ilan Lucki Gedanken, em entrevista para o Estadão, trata-se de um quadro intermediário que exige cautela.
O bíceps femoral é um dos principais músculos usados em arrancadas e sprints, movimentos frequentes no futebol.
Dor aguda, perda de força e limitação para acelerar estão entre os sintomas mais comuns. Por isso, o afastamento imediato é considerado essencial para garantir cicatrização adequada.
O temor de uma lesão grau 3, que poderia afastar o jogador por pelo menos três meses, foi descartado.
A literatura médica aponta recuperação entre quatro e oito semanas. No futebol profissional, com tratamento intensivo e acompanhamento diário, esse prazo pode cair para algo entre três e seis semanas. Ainda assim, a projeção mais conservadora trabalha com até dois meses longe dos gramados.
Caso o Corinthians avance à final do Paulistão, marcada para 8 de março, Yuri ficaria fora de ao menos quatro partidas decisivas, começando pelas quartas contra a Portuguesa.
O processo é dividido em fases: controle da dor e inflamação, recuperação da mobilidade, fortalecimento progressivo, com foco no trabalho excêntrico dos isquiotibiais, e reintegração gradual aos treinos com corrida, aceleração e mudanças de direção.
O cuidado maior é evitar retorno precoce. O bíceps femoral está entre os músculos com maior índice de recidiva no futebol.
A ausência pesa para o técnico Dorival Júnior. No início do Brasileirão, o time pode encarar uma sequência contra Athletico-PR, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras e Santos sem seu principal atacante. Um possível retorno é projetado para 19 de abril, diante do Vitória.
Enquanto isso, Gui Negão e Pedro Raul surgem como alternativas imediatas para reorganizar o setor ofensivo.
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