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Stray Kids se junta ao BTS e boicota o Grammy 2027 após polêmica com nova categoria; entenda o caso

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A decisão de não inscrever músicas na premiação ocorreu após a academia criar uma categoria voltada à música pop asiática  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/JYP Ent.
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 02/10/2026, às 19h38



O grupo de K-pop Stray Kids decidiu não submeter nenhum de seus trabalhos para concorrer ao Grammy 2027. A confirmação foi feita pela gravadora do octeto, a JYP Entertainment, por meio de um comunicado enviado à imprensa.

Embora o comunicado não detalhe expressamente a justificativa do grupo, a atitude coincide com a repercussão negativa gerada pela criação da categoria "Melhor Performance de Música Pop Asiática".

A novidade vem sendo criticada por representantes e fãs da música asiática por isolar o gênero em um nicho específico, afastando os artistas das categorias principais da premiação.

Com a decisão, o Stray Kids, que esteve no Brasil para se apresentar no Palco Mundo do Rock in Rio, segue o mesmo caminho adotado pelo BTS.

Em julho, os integrantes do BTS já haviam anunciado publicamente que não submeteriam suas canções ao Grammy.

Na ocasião, a equipe foi direta sobre os motivos: "Decidimos não inscrever nossa música no Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e receber amor por si só, sem ser dividida por região ou idioma", declarou o BTS em nota direcionada aos fãs.

Mudanças no regulamento do Grammy

As alterações na premiação foram anunciadas em 16 de junho pela Academia de Gravação. As novas categorias passarão a valer na 69ª edição do prêmio, marcada para o dia 7 de fevereiro de 2027.

Ao todo, cinco novas categorias foram introduzidas no evento: Melhor Performance de Música Pop Asiática (destinada a estilos como K-pop, J-pop e C-pop), Melhor Música Latina, Melhor Colaboração ou Performance em Dupla/Grupo de R&B, Melhor Performance Vocal Pop Tradicional e Melhor Álbum de Música Folclórica Tradicional.

Além da insatisfação no cenário asiático, a inclusão de "Melhor Música Latina" também gerou debates no mercado musical sul-americano.

O regulamento passou a exigir que ao menos 51% da letra seja em espanhol e voltada a compositores de obras inéditas, o que deixa o mercado brasileiro praticamente excluído dessa disputa principal.

Classificação Indicativa: Livre

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