Esportes
por Vinicius Brito
Publicado em 01/10/2026, às 13h47
A crise com Jorge Jesus se soma a outros episódios de tensão entre Cristiano Ronaldo e técnicos de Portugal ao longo de mais de duas décadas na seleção.
Cristiano Ronaldo estreou pela seleção principal de Portugal em agosto de 2003, em um amistoso contra o Cazaquistão. Na ocasião, o técnico era o brasileiro Luiz Felipe Scolari. Desde então, o atacante passou por outros cinco comandantes: Carlos Queiroz, Paulo Bento, Fernando Santos, Roberto Martínez e, agora, Jorge Jesus.
A relação só não terminou mal com Luiz Felipe Scolari e Roberto Martínez, ambos não são portugueses.
Treinador de Portgual entre 2007 e 2010, o português chegou, após mais de cinco anos sob o comando de Scolari.
Cristiano Ronaldo passou a trabalhar com Carlos Queiroz, que havia sido auxiliar de Alex Ferguson no Manchester United, então clube do atacante.
A escolha de Queiroz também levou em conta a boa relação que mantinha com Ronaldo. O treinador chegou a ser considerado uma espécie de mentor do jogador, mas o relacionamento se deteriorou ao longo de dois anos.
O principal episódio ocorreu na Copa do Mundo de 2010, após a eliminação de Portugal para a Espanha nas oitavas de final.
Comandante português entre 2010 e 2014, Paulo Bento já conhecia Cristiano Ronaldo dos tempos de Sporting e havia sido indicado por ele para a seleção principal ainda durante a passagem de Scolari.
A relação começou de forma positiva. Sob o comando do técnico, Portugal chegou às semifinais da Eurocopa de 2012 e garantiu vaga na Copa do Mundo de 2014 pela repescagem europeia.
Anos depois, Paulo Bento admitiu que o relacionamento com Ronaldo se deteriorou. Na Copa de 2014, Bento também foi criticado pela condução da renovação da seleção, enquanto Cristiano Ronaldo terminou a competição com apenas um gol.
O posicionamento do atacante em campo também era motivo de divergências entre os dois.
Juntos, Fernando Santos e Cristiano Ronaldo conquistaram a Eurocopa de 2016, principal título do atacante com Portugal, e a Liga das Nações de 2019.
A relação, porém, teve episódios de desgaste nos anos seguintes. Em 2021, contra Sérvia e Bélgica, Ronaldo atirou a braçadeira de capitão no gramado após demonstrar insatisfação com decisões de arbitragem e os resultados.
Na Copa do Mundo de 2022, o atacante foi substituído nos três jogos da fase de grupos e começou no banco de reservas nos dois primeiros confrontos do mata-mata. As declarações de Ronaldo após perder a condição de titular também incomodaram Fernando Santos.
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