Esportes
por Marcela Guimarães
Publicado em 29/09/2026, às 19h10
O Corinthians fechou os primeiros sete meses de 2026 com um resultado financeiro negativo de R$ 278,7 milhões. O valor representa um déficit 258% superior ao que havia sido projetado pelo clube para o período.
Com o novo resultado, o endividamento total da equipe paulista alcançou aproximadamente R$ 2,86 bilhões. Somente durante o mês de julho, o saldo negativo aumentou em R$ 32,6 milhões.
Segundo o Corinthians, a diferença entre o desempenho financeiro registrado e o planejamento inicial está relacionada, em parte, a despesas que acabaram ficando acima do patamar considerado na elaboração do orçamento.
Um dos principais impactos foi o pagamento de R$ 32,5 milhões em premiações ao elenco pela campanha na Copa do Brasil de 2025.
Por mais que a competição tenha sido disputada no ano passado, o desembolso referente aos bônus ocorreu em 2026 e não estava previsto inicialmente nos mesmos termos.
Outro ponto que pesou nas contas foi a dificuldade para atingir a meta estabelecida com a negociação de jogadores. O Corinthians esperava arrecadar pelo menos R$ 75 milhões com vendas na janela do meio do ano, mas não conseguiu alcançar o valor.
Durante o período, o clube tentou avançar em negociações envolvendo o volante André, que chegou a ser relacionado ao Milan, e o meia Breno Bidon, alvo do Besiktas.
O Corinthians também apontou outras despesas que contribuíram para aumentar a diferença entre o déficit registrado e o valor inicialmente previsto no orçamento.
Entre elas está o pagamento de R$ 6,076 milhões em impostos relacionados à operação de câmbio utilizada para quitar a dívida com o Santos Laguna pela contratação do zagueiro Félix Torres.
Além disso, o clube contabilizou R$ 16,307 milhões referentes a contingências e a uma revisão contábil.
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