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A negociação entre Corinthians e São Paulo pelo empréstimo do volante Alisson avançou, mas ainda não está totalmente fechada.
Mesmo com contrato encaminhado, o Tricolor do Morumbis exigiu a inclusão de uma cláusula anticalote, medida que se tornou decisiva para a conclusão do acordo.
Na prática, a cláusula permite que o São Paulo trave a operação mesmo após a assinatura, caso o valor de entrada não seja pago conforme o combinado.
O ponto sensível é que não há prazo pré-estabelecido para o pagamento, o que pode prolongar a negociação até que o Corinthians quite o montante inicial.
O acordo começa com um pagamento de R$ 1,5 milhão pelo empréstimo. Desse total, R$ 1 milhão deve ser pago à vista, no ato da confirmação da operação, as informações são do Uol.
Os outros R$ 500 mil serão parcelados a partir do segundo semestre. Somente após a entrada o São Paulo se compromete a liberar o jogador.
Além do valor inicial, o contrato inclui gatilhos financeiros que podem elevar consideravelmente o custo do negócio. O principal deles é a opção de compra, fixada em cerca de R$ 15 milhões, considerada o item mais caro do acordo.
O São Paulo também estabeleceu um bônus de R$ 1,5 milhão caso Alisson atue por, no mínimo, 45 minutos em 25 partidas ao longo de 2026.
Outro ponto envolve confrontos diretos: para que o volante jogue contra o próprio Tricolor, o Corinthians terá de pagar mais R$ 2 milhões.
Somados apenas os valores do empréstimo, o montante supera R$ 5 milhões. Com a opção de compra, o negócio pode ultrapassar R$ 20 milhões, explicando a postura cautelosa do São Paulo.
Alisson não poderá atuar na Neo Química Arena neste Paulistão, já que foi inscrito e entrou em campo pelo São Paulo na estreia contra o Mirassol.
Ao UOL, o Corinthians afirmou que pretende cumprir os valores acordados e avaliou que o Tricolor expôs o tema ao incluir a cláusula no contrato.
Enquanto isso, a negociação segue encaminhada, mas pendente do pagamento inicial.
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