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Polícia prende mulher ligada a esquema de pedofilia do piloto preso em Congonhas

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Prisão ocorreu durante nova fase da Operação Apertem os Cintos, que investiga uma rede criminosa suspeita de explorar menores  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Polícia Civil
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 10/03/2026, às 14h12



Na última segunda-feira, a Polícia Civil prendeu uma mulher suspeita de fazer parte da mesma rede de exploração sexual infantil que teria sido liderada pelo piloto de avião Sergio Antônio Lopes, de 60 anos.

O homem foi preso há cerca de um mês dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista.

A suspeita, de 29 anos, foi localizada na região de Marataízes, no Espírito Santo (ES), durante a segunda etapa da Operação Apertem os Cintos.

De acordo com os investigadores, ela seria a coautora de crimes como estupro de vulnerável, além de exploração, produção, compartilhamento e comercialização de material envolvendo menores de idade.

Sergio Antônio Lopes
Sergio foi preso no dia 9 de fevereiro (Foto: Reprodução/TV Globo)

Indícios encontrados na investigação

Durante as apurações, a polícia identificou conversas e outros elementos que indicariam a prática de estupro de vulnerável.

Uma das evidências analisadas envolve mensagens relacionadas ao envio de vídeos com imagens de abuso contra uma criança de dois anos, que teriam sido encomendados pelo piloto, alinhado como líder do esquema criminoso.

Os investigadores também encontraram indícios de que um “encontro” estava sendo planejado entre Sergio e a vítima mencionada nas conversas.

Até o momento, a operação já resultou em outras prisões além das de Sergio e da suspeita detida no Espírito Santo.

Três mulheres foram presas em São Paulo e na cidade de Guararema. No momento em que foi encontrado, o piloto admitiu aos agentes que se envolvia com menores.

Prisão no momento do embarque

Sergio foi preso pela Polícia Civil no dia 9 de fevereiro, enquanto realizava os procedimentos de embarque para o voo de São Paulo/Congonhas para Rio de Janeiro/Santos Dumont.

Funcionário da Latam desde março de 1998, ele foi desligado da companhia poucos dias após a prisão.

Forma de atuação

Segundo a delegada Luciana Peixoto, responsável pelas investigações, Sergio costumava se aproximar inicialmente de mães e avós das menores com quem já mantinha algum tipo de relação, criando proximidade com essas famílias antes de chegar aos alvos.

De acordo com a polícia, o homem oferecia pagamentos que variavam entre R$ 30 e R$ 100, além de arcar com despesas como medicamentos e até aluguel.

Os valores eram entregues aos responsáveis, que, segundo a delegada, “vendiam suas filhas” para ele.

Ainda conforme o relato da delegada, o suspeito pedia para que meninas perguntassem se tinham amigas interessadas, geralmente na faixa dos 11 aos 14 anos.

Nas conversas, Sergio se referia a elas como “garotinhas” e deixava claro em diversas ocasiões que gostava “das mais novinhas”.

*Com apuração do portal Metrópoles

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