Política

Tragédia que chocou o Litoral Norte mudou protocolos e acelerou tecnologia contra desastres em SP

Sala de monitoramento em tempo real da Defesa Civil estadual Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Três anos após a chuva histórica que deixou 64 mortos em São Sebastião, Estado aposta em alertas sonoros no celular, radares e obras para evitar novas perdas  |   BNews SP - Divulgação Sala de monitoramento em tempo real da Defesa Civil estadual Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Redação BNews São Paulo

por Redação BNews São Paulo

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Publicado em 19/02/2026, às 19h58



A tempestade que atingiu São Sebastião, no Litoral Norte, em 19 de fevereiro de 2023, marcou a história recente do estado. O volume extremo de chuva provocou deslizamentos e matou 64 pessoas, além de deixar bairros isolados sob metros de lama.

Desde então, o Governo de São Paulo reformulou protocolos e ampliou investimentos para reduzir riscos e acelerar respostas em situações críticas.

Naquele dia, equipes da Defesa Civil do Estado de São Paulo foram mobilizadas rapidamente, mas enfrentaram obstáculos severos. A queda de sinal de telefonia comprometeu a comunicação, e bloqueios na rodovia de acesso dificultaram a chegada aos pontos mais atingidos.

Segundo o coordenador estadual, coronel Rinaldo de Araújo Monteiro, a dimensão do desastre só ficou clara ao longo das horas seguintes, o que impactou decisões iniciais.

Tecnologia e alerta direto no celular

Após a tragédia, o Estado acelerou a modernização do sistema de monitoramento. Em dezembro de 2024, passou a operar o Cell Broadcast, ferramenta que envia alertas sonoros diretamente aos celulares em áreas de risco, sem necessidade de cadastro. Diferentemente do antigo SMS por CEP, o novo modelo utiliza georreferenciamento e exige que o usuário confirme o recebimento.

Também houve reforço na estrutura meteorológica, com a ampliação da rede de radares, incluindo equipamento em Ilhabela, para identificar formações de chuva em baixa altitude, como as registradas em 2023.

Além disso, sirenes foram instaladas em áreas classificadas como de alto risco, como a Vila do Sahy, e moradores passaram a receber treinamentos com definição de rotas de fuga.

Conjunto habitacional em São Sebastião. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Obras, moradia e reconstrução

A resposta não se limitou à prevenção. O Estado destinou recursos para contenção de encostas, reconstrução de infraestrutura e entrega de moradias definitivas. Houve ainda investimentos em saneamento, escolas, crédito para empreendedores e apoio a pescadores e produtores rurais.

Atualmente, os 645 municípios paulistas contam com coordenadorias estruturadas de Defesa Civil e viaturas equipadas. Para o governo estadual, o maior legado da tragédia é a mudança na cultura de prevenção. Diante de eventos climáticos cada vez mais intensos, agir rápido pode significar salvar vidas.

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