Esportes
O Corinthians trabalha com a expectativa de atuar na Neo Química Arena no próximo domingo, às 16h, contra o Vasco da Gama, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A informação, divulgada pelo Meu Timão, indica que o clube do Parque São Jorge vê margem jurídica para manter o mando de campo, apesar da punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Internamente, o Corinthians sustenta que existe um prazo de dez dias úteis para a homologação de decisões desse tipo, o que não teria sido respeitado no caso atual. Com base nisso, o departamento jurídico prepara um recurso para tentar reverter ou ao menos amenizar a sanção.
Entre as possibilidades analisadas estão a liberação parcial do público — restrita a mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência — ou até a conversão da punição em multa.
A decisão original determinou a perda de mando de campo por uma partida, além de multa de R$ 80 mil, com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de injúria racial. A punição tem origem em um episódio ocorrido durante o clássico contra o Palmeiras, em 12 de abril, quando um torcedor direcionou ofensa racial ao goleiro Carlos Miguel.
Além dessa penalidade, o clube também recebeu multas menores: R$ 10 mil por falhas de segurança e desordem — incluindo a entrada de um drone com um porco de pelúcia e a interrupção da partida por uma linha de pipa — e R$ 2 mil por atraso no reinício do jogo.
No campo disciplinar, alguns jogadores também foram punidos. O volante André Luiz cumprirá suspensão de uma partida por gesto obsceno. Já o lateral-direito Matheuzinho recebeu gancho de quatro jogos por agressão física. O goleiro Hugo Souza foi suspenso por duas partidas por ofensas à arbitragem, mas obteve efeito suspensivo e está liberado.
Por outro lado, Breno Bidon e o preparador de goleiros Luiz Fernando Santos foram absolvidos.
A possível presença da torcida é vista como peça-chave para o Corinthians tentar encerrar a sequência negativa de nove jogos sem vitória. Atualmente na 17ª colocação, com 12 pontos, a equipe precisa de um resultado positivo para sair da zona de rebaixamento, dependendo também de outros resultados da rodada.
Historicamente, o desempenho em casa reforça esse otimismo. Em 410 jogos na Neo Química Arena, o clube soma 234 vitórias, 116 empates e apenas 60 derrotas, com aproveitamento de 66,5%.
O ataque marcou 648 gols, enquanto a defesa sofreu 315, números que evidenciam a força do time atuando diante de sua torcida.
A definição sobre o local da partida deve ocorrer nos próximos dias, em meio à expectativa jurídica e à necessidade urgente de reação dentro de campo.
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