Esportes
por Andrezza Souza
Publicado em 14/06/2026, às 19h00
A estreia da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 será cercada por um clima de tensão fora das quatro linhas. Neste domingo (14), manifestantes ligados à comunidade iraniano-americana realizaram um protesto em Los Angeles, nos Estados Unidos, pedindo que a Fifa retire a equipe iraniana da competição.
O ato ocorreu nas proximidades do estádio que receberá partidas do Mundial e reuniu pessoas carregando bandeiras iranianas utilizadas antes da Revolução Islâmica de 1979, além de cartazes e imagens de atletas que, segundo os organizadores da manifestação, foram perseguidos e torturados pelo regime iraniano.
Os participantes defenderam que a seleção não deveria disputar jogos em território norte-americano enquanto persistem denúncias de violações de direitos humanos e repressão contra a população do país.
Enquanto o protesto acontecia, a delegação iraniana deixava sua base de treinamentos em Tijuana, no México, rumo a Los Angeles. Na saída do hotel, jogadores e comissão técnica também receberam apoio de torcedores que aguardavam a equipe para desejar boa sorte antes da estreia.
O Irã enfrentará a Nova Zelândia nesta segunda-feira (15), em partida válida pelo Grupo G da Copa do Mundo de 2026. O confronto ganha contornos ainda mais delicados diante do atual cenário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã, tornando-se um dos jogos mais cercados de expectativa fora do aspecto esportivo.
Esta também é a primeira edição do Mundial em que um dos países-sede recebe a seleção de uma nação com a qual mantém um conflito militar em andamento, fator que amplia o debate político em torno da competição e coloca os holofotes sobre a estreia iraniana.
*Com informações da Reuters
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