Farinha Lima

Cadê a solução?

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O governador Tarcísio de Freitas está tentando se reeleger e deve estar próximo de conquistar o feito, mas precisa dar uma resposta  |   BNews SP - Divulgação Foto: Criada por IA
Farinha Lima

por Farinha Lima

Publicado em 30/09/2026, às 07h00 - Atualizado às 07h29



O governador Tarcísio de Freitas está tentando se reeleger e deve estar próximo de conquistar o feito, mas precisa dar uma resposta sobre a criminalidade. Os bairros mais nobres e com rendas mais altas lideram o número de furtos e roubos  da capital paulista, são eles: Jardim Paulista, Itaim Bibi, Alto de Pinheiros e Jardim Europa. O que a Farinha Lima quer saber é se os números vão continuar negativos e o nobre governador achando que está tudo lindo. Que o crime ronda a região da Faria Lima nós não temos dúvida, mas o nobre chefe do Executivo já teve uma chance de dar uma resposta e agora quer outra. Vamos acordar, Tarcísio. O povo não é bobo. A capital mais importante do país precisa dar exemplo.

Deus, Pátria e Orgia

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Alexandre Santini, ex-sócio e amigo de Flávio Bolsonaro, procurou Fernanda Bolsonaro e entregou mensagens, fotos e relatos sobre encontros privados que, segundo o material publicado pelo BNews, envolviam garotas de programa e aconteciam em locais de luxo. As conversas mostram Santini organizando encontros, combinando detalhes e pedindo sigilo. Um dos endereços citados foi o Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, com diárias que chegavam a R$ 3 mil.

Depois que o material veio à tona, Flávio mandou mensagem ao ex-sócio pedindo que ele se afastasse de sua esposa. Falou em família, arrependimento e Deus, além de dizer que Santini havia dado um “tiro nas costas”. Santini respondeu apenas: “Acredito que tenha mandado para a pessoa errada.” No meio de uma história cheia de mensagens, fotos e acusações, essa talvez tenha sido a única resposta que chegou sem precisar de contexto.

Reta final

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Faltam poucos dias para o primeiro turno, e São Paulo chega à última semana com as três principais disputas em ritmos diferentes. Na Presidência, pesquisa Real Time Big Data aponta Flávio Bolsonaro com 43% e Lula com 36% entre os eleitores paulistas. Para o governo estadual, levantamento da Quaest mostra Tarcísio de Freitas com 44% e Fernando Haddad com 27%.

No Senado, a briga envolve duas vagas. A Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra Guilherme Derrite com 18%, Marina Silva e Simone Tebet com 15% cada e André do Prado com 12%. E não custa lembrar: neste domingo (4), o eleitor também escolhe deputados estaduais e federais. São Paulo entra na reta final com voto para todos os gostos e candidatos para todos os cargos. Agora, é esperar a urna separar campanha de resultado. 

“Ave Maria”

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Flávio Bolsonaro recuou das críticas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) após a entidade negar envolvimento na divulgação de uma fake news sobre Nossa Senhora Aparecida. Antes, o senador havia acusado pessoas ligadas à CNBB de ajudar a espalhar a informação de que ele retiraria da santa o título de Padroeira do Brasil.

Depois do esclarecimento, Flávio agradeceu à CNBB e afirmou que a história era uma “grande fake news”. Na mesma agenda em São Paulo, recebeu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e a ergueu ao lado de Tarcísio de Freitas. Depois da confusão com a CNBB, a campanha tratou de deixar a santa bem à vista.

Aula de oratória

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Lula tentou defender a importância dos exames preventivos e criticar a resistência masculina ao exame de próstata, mas escolheu uma frase que abriu uma avenida para a polêmica. Ao dizer que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”, a fala saiu do consultório e foi parar direto no centro da disputa política. No contexto completo, ele se referia a exames ginecológicos e à prevenção de doenças.

A intenção era falar de saúde. A execução, porém, entregou outra coisa. Talvez esteja faltando uma aula de oratória no roteiro de campanha: porque, dessa vez, Lula conseguiu transformar uma fala sobre prevenção em mais um incêndio para apagar.

Som na chapa

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Uma caixa de som pegou fogo durante a caminhada de Flávio Bolsonaro pelo Brás, em São Paulo. O equipamento, instalado em um carro de som, começou a soltar muita fumaça e provocou alvoroço entre os presentes. Extintores foram usados para controlar as chamas, e o veículo acabou retirado do local.

Flávio e Tarcísio de Freitas ainda não tinham chegado quando o fogo começou. A caminhada nem tinha começado, mas o palanque já estava dando sinais de que ia pegar fogo.

Reforço de peso

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Flávio Bolsonaro apresentou Pablo Marçal como novo colaborador de sua campanha à Presidência. O influenciador participou de uma agenda na Vila Olímpia, em São Paulo, e, segundo Flávio, chega para ajudar nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social. Marçal também aproveitou o encontro para declarar que “chegou a hora de aposentar o Lula”.

Marçal tentou disputar a Presidência em 2026, mas teve o registro rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está inelegível até 2032 por abuso de poder econômico e político na eleição municipal de 2024. Antes de aparecer ao lado de Flávio, também havia declarado apoio a Augusto Cury. A campanha, pelo visto, ganhou mais um colaborador e uma agenda extra para explicar quem apoia quem.

Debate ou bloquinho?

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Flávio Bolsonaro pode trocar o debate da Globo por um ato organizado por Nikolas Ferreira em Belo Horizonte. A ideia é apostar no “Blocão 22”, com direito a multidão, imagens para a campanha e clima de festa eleitoral. O próprio Flávio, porém, já demonstrou intenção de participar do debate.

Entre um debate na televisão e um bloquinho com potencial para render boas imagens, a campanha descobriu que até a agenda presidencial pode virar disputa de quem faz a melhor foto. Afinal, política também tem horário nobre. E, aparentemente, abadá.

“Vale-tudo”

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Ricardo Salles desistiu da candidatura ao Senado por São Paulo e anunciou apoio a Guilherme Derrite e André do Prado, após acordo com Tarcísio de Freitas. A decisão ocorreu a poucos dias do primeiro turno. A mudança chama atenção pelo histórico da campanha. Salles havia criticado André em diversas ocasiões, dizendo que ele “nunca foi, não é e nunca será” de direita e questionando sua ligação com o Centrão.

As críticas chegaram à Justiça Eleitoral. Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo aplicou duas multas de R$ 5 mil a Salles por propaganda antecipada e impulsionamento de conteúdo negativo contra André. Depois, determinou a remoção de outra publicação. Salles também deixa a disputa após receber quase R$ 1 milhão em doações de pessoas físicas, além de R$ 3,6 milhões repassados pelo Novo.

Agora, o antigo adversário virou aliado. Mudou o palanque, mudaram as alianças. As falas, porém, continuam registradas.

Caso de Justiça

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Eduardo Bolsonaro criticou Simone Tebet após ela comentar a desistência de Ricardo Salles da disputa pelo Senado. Em vídeo, o ex-deputado chamou a candidata de “vassala do Lula” e afirmou que ela “se prostitui por cargo”.

Tebet reagiu, chamou Eduardo de “covarde” e anunciou que sua campanha vai acionar a Justiça Eleitoral contra as declarações. A discussão começou nas redes. Agora, a próxima resposta pode vir em papel timbrado

Fim de jogo

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As bets receberam cartão vermelho do governo federal. Em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória (MP) que proíbe as bets, os cassinos on-line e jogos como o “Jogo do Tigrinho”. A medida já está em vigor: as plataformas têm até 5 de outubro para devolver os saldos aos apostadores e, a partir de 6 de outubro, os sites deverão sair do ar. A MP tem validade inicial de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e ainda será analisada pelo Congresso Nacional.

A decisão também mexeu com o futebol, que tem nas bets uma importante fonte de patrocínio, enquanto empresas do setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a medida. Na política, Flávio Bolsonaro chamou a proibição de “populista, hipócrita e eleitoreira” e defendeu uma diferenciação entre apostas esportivas e cassinos on-line. A discussão ganhou ainda um termômetro popular: até a manhã desta terça-feira (29), a consulta pública do Senado registrava 468.478 participações, com 83,59% favoráveis à MP. Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28) apontou 62% de apoio ao fim das bets. Agora, a aposta é outra: descobrir o que sobra quando a banca fecha, a bola perde patrocinador e a conta chega.

Missão: Brasil

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O interesse dos Estados Unidos pelo Brasil aparece em diferentes frentes. Entre elas estão a pressão política do governo Donald Trump, a aproximação com Flávio Bolsonaro e questionamentos de parlamentares americanos sobre possíveis interferências na eleição brasileira. Em julho, dois funcionários do Departamento de Estado tiveram os pedidos de visto negados pelo Itamaraty após informarem que pretendiam realizar uma “missão eleitoral” no país e encontrar Flávio.

A movimentação também envolve outras áreas. O governo brasileiro acompanha ações que considera possíveis formas de influência americana sobre a eleição, enquanto senadores dos EUA cobraram explicações do governo Trump sobre sua atuação no Brasil. Em outra frente, a Marinha autorizou um navio dos Estados Unidos a realizar pesquisas na Plataforma Amazônica entre 3 e 13 de outubro. Entre missão eleitoral, diplomacia, campanha e pesquisa na Amazônia, o Brasil parece ter entrado de vez no roteiro de Washington. Só faltou Tio Sam avisar se vem a trabalho ou a passeio.

Do lado errado da farda

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Um policial civil preso na Operação Infiltrados é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como parte de um esquema ligado ao PCC, com suspeitas de extorsão e lavagem de dinheiro. A investigação aponta R$ 324,2 mil em depósitos feitos por ele para outro policial investigado.

Além do dinheiro, ele teria providenciado celulares clandestinos que seriam usados em práticas ilegais, segundo a investigação. No fim das contas, a farda era oficial. A função, nem tanto.

Do dilúvio ao Saara

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São Paulo passou de um extremo ao outro em poucos dias. Depois de uma sequência de chuvas fora do padrão para setembro, a capital agora enfrenta uma virada brusca no tempo, com sol forte e temperaturas em alta. O acumulado de chuva já chegou a 348 mm no mês, cerca de 370% da média de setembro.

A mudança acompanha a onda de calor que avança pelo Estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou São Paulo sob alerta de grande perigo para altas temperaturas, com possibilidade de marcas elevadas até quarta-feira (30). Depois de tanto temporal, São Paulo resolveu trocar o guarda-chuva pelo ventilador.

Conta que não fecha

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O endividamento das famílias chegou a 49,9% em agosto, segundo o Banco Central. O índice subiu 0,2 ponto percentual no mês e 1,1 ponto em 12 meses. O comprometimento da renda ficou em 28,7%.

E a conta não para por aí: a inadimplência do crédito chegou a 5%, maior nível da série histórica desde março de 2011. Entre as pessoas físicas, o índice alcançou 6%. O Desenrola continua na tentativa de aliviar as dívidas, enquanto o Banco Central já fala em combater o chamado “crédito predatório”. No Brasil, o salário chega, a dívida já está esperando na porta e o fim do mês segue fazendo hora extra.

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