Farinha Lima

O pânico das casadas

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Aliança no dedo virou quase um esporte de risco com o surto paulistano  |   BNews SP - Divulgação Foto: Imagem gerada por IA
Farinha Lima

por Farinha Lima

Publicado em 06/05/2026, às 07h00



Na capital paulista, ostentar relacionamento está saindo mais caro do que manter. Sair na rua com aliança no dedo virou quase um esporte de risco, com o surto de roubos na maior cidade do país.

Já são 963 casos no primeiro trimestre, 11 por dia, numa curva que sobe 86% em relação a 2024 e transforma símbolo de compromisso em item de alto risco. Enquanto elas reforçam a vigilância e cogitam até deixar o ouro em casa, alguns maridos fingem indignação com a violência, mas não exatamente com a ausência do anel...

Aula perdida

Aula
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Tarcísio olhou para a paralisação na USP e concluiu, sem muita cerimônia, que é coisa que “não entra na cabeça” e ainda por cima tem “cunho político”. Na lógica do governador, estudante bom é o que está em sala, acumulando ferramenta para o mercado, não questionando a própria universidade.

Cultura travada

A novela do Sistema Municipal de Cultura em São Paulo ganhou mais um capítulo. Agora, às vésperas de perder cerca de R$ 69 milhões por ano da Política Nacional Aldir Blanc a partir de 2027, a Câmara vira palco de assembleia para discutir o que já deveria estar funcionando.

Parlamentares e movimentos culturais cobram transparência, lembrando que R$ 5 milhões já foram repassados para estruturar o sistema, embora ninguém saiba muito bem onde isso foi parar.

Carbono de luxo

A turma que jurava que dinheiro “bem estruturado” era sinônimo de sofisticação na Faria Lima acabou esbarrando num detalhe chato chamado Justiça: R$ 176 milhões bloqueados de um fundo da Genial Investimentos, no rastro da operação Carbono Oculto. A investigação aponta que a criatividade financeira servia menos para render e mais para esconder.

Túnel das sombras

túnel
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O novo túnel da Sena Madureira mal saiu do papel e já entrou direto no roteiro conhecido: investigação, suspeita de falhas técnicas e um histórico que parece se recusar a ficar no passado. Orçada em R$ 622 milhões, a obra virou alvo do Ministério Público de São Paulo, que quer entender se os estudos que sustentam o projeto são tão sólidos quanto o concreto prometido.

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