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Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master após identificar irregularidades graves. A decisão acionou o Fundo Garantidor de Créditos para ressarcir clientes e abriu uma série de apurações sobre operações vinculadas à instituição.
A medida provocou efeitos no mercado e ampliou o escrutínio sobre transações ligadas ao banco liquidado.
Nesse cenário, o Banco Digimais passou a ser mencionado em uma disputa judicial envolvendo aproximadamente R$ 500 milhões. O valor está relacionado a operações com o FIDC EXP 1, que detinha ativos associados ao Master. A repercussão gerou questionamentos sobre a situação do Digimais e possíveis reflexos para investidores.
A controvérsia veio a público em 16 de fevereiro de 2026 e envolve o empresário Roberto Campos Marinho Filho, da Yards Capital. Ele participa da estrutura do fundo desde fevereiro de 2025, quando foi constituído. O impasse gira em torno da recompra ou compensação de papéis que perderam valor após a crise de instituições financeiras.
O Digimais contesta a obrigação de absorver o prejuízo. Parte dos créditos do fundo teria sido originada por instituições como Master, Reag e Fictor, que enfrentaram colapsos posteriores. A liquidação do Master acelerou a desvalorização desses ativos e ampliou a atenção sobre bancos com atuação em crédito estruturado.
Até o momento, não há registro de intervenção ou regime especial imposto ao Digimais. A instituição permanece autorizada a operar normalmente, sob supervisão regulatória do Banco Central, segundo o TechTudo.
Desde 2020, o controle do Digimais está ligado ao Grupo Record, cujo sócio majoritário é Edir Macedo. O banco é classificado como instituição financeira privada nos registros oficiais.
Apesar das especulações, o Digimais não integra o mesmo grupo econômico do Master e não pertence à antiga estrutura do conglomerado. O chamado Grupo Master reunia diferentes empresas financeiras, incluindo banco múltiplo, braço de investimento, corretora e negócios voltados ao varejo digital e seguros.
A associação entre os nomes decorre de efeitos indiretos da crise no mercado, especialmente em fundos e títulos de crédito com exposição cruzada.
A possibilidade de quebra depende de indicadores acompanhados pelo regulador. Entre eles está o Índice de Basileia, que mede a capacidade de absorver perdas inesperadas. Outro fator relevante é a liquidez imediata, que demonstra se há recursos suficientes para honrar obrigações de curto prazo.
Também é considerada a exposição a ativos problemáticos. Até o momento, não houve anúncio oficial de intervenção, liquidação ou medida excepcional contra o Digimais. O banco segue operando dentro das regras prudenciais estabelecidas pelo regulador.
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