Negócios

Carros urbanos da Fiat podem ficar mais baratos com nova estratégia; veja

Foto: Divulgação/Fiat
Fiat estuda mudanças técnicas em seus carros urbanos para lidar com a alta dos preços, que subiram cerca de 60% nos últimos anos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Fiat
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 15/01/2026, às 19h30



A Fiat avalia alternativas para diminuir o preço de seus carros compactos no mercado europeu. O motivo? O boom dos custos nos últimos anos.

Uma das possibilidades em estudo é a diminuição do uso obrigatório de sistemas avançados de assistência ao motorista, considerados caros para veículos de proposta urbana.

Em entrevista à revista britânica Autocar, Olivier François, CEO da marca, defendeu que modelos como Panda, Grande Panda e 500 poderiam ser bem mais acessíveis caso não fossem obrigados a incorporar o pacote completo de tecnologias ADAS.

Fiat Grande Panda
Grande Panda (Foto: Divulgação/Fiat)

Segurança e uso urbano

Segundo François, os sistemas de assistência ao condutor cumprem um papel relevante na segurança, mas foram desenvolvidos principalmente para situações de rodagem em velocidades mais altas.

Em carros voltados quase exclusivamente para trajetos urbanos, ele avalia que o impacto prático dessas tecnologias é menos útil.

A proposta discutida pela Fiat, segundo apuração da revista Autoesporte, seria limitar a velocidade máxima desses modelos a cerca de 117 km/h.

Com isso, na visão do CEO, não haveria necessidade de instalar todo o conjunto de sensores, câmeras e radares exigidos pelos sistemas ADAS.

François também argumenta que a obrigatoriedade desses equipamentos contribuiu diretamente para o aumento do preço médio dos carros urbanos, que subiu cerca de 60% nos últimos seis anos.

Para ele, modelos compactos lançados entre 2018 e 2019 não podem ser classificados como inseguros apenas por não contarem com esse pacote tecnológico completo.

Impacto prático limitado

Em alguns casos, a mudança teria efeito quase imperceptível no uso diário. O Grande Panda elétrico, por exemplo, já possui velocidade máxima limitada a 132 km/h.

Na avaliação do executivo, equipar carros desse porte com sistemas ADAS de alto custo gera pouco benefício real ao motorista urbano, ao mesmo tempo em que encarece o preço final ao consumidor de forma desnecessária.

Por mais que a proposta ainda não tenha data para sair do papel, movimentos recentes indicam uma possível flexibilização das regras na Europa.

O que é o ADAS?

A sigla ADAS vem do inglês Advanced Driver-Assistance System, ou sistema avançado de assistência ao motorista.

Essa tecnologia reúne diferentes recursos projetados para ajudar o motorista a evitar acidentes, reduzir riscos e tornar a condução mais confortável, principalmente em trânsito intenso e/ou viagens longas.

O funcionamento do ADAS depende de sensores, câmeras e radares instalados em pontos estratégicos do veículo, como para-brisa, retrovisores e grade frontal.

Esses dispositivos trabalham analisando o ambiente ao redor em tempo real, calculando distâncias e trajetórias.

Dependendo do modelo, o pacote pode incluir reconhecimento de placas de trânsito, alerta de tráfego cruzado, frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e até funções de condução autônoma em situações específicas.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp

Tags carros Fiat