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Modelo da “Melhor Escola do Mundo” chegará a 100 escolas públicas de SP

Foto: José Valerio/Governo de SP
A Escola Estadual Parque dos Sonhos se destaca como modelo de transformação educacional no Estado de São Paulo.  |   BNews SP - Divulgação Foto: José Valerio/Governo de SP
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 17/03/2026, às 09h32



A experiência da Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão, na Baixada Santista, passou a servir de referência para uma nova política educacional do Governo do Estado de São Paulo.

A unidade ganhou destaque internacional após receber o prêmio de melhor escola do mundo na categoria Superação de Adversidades em 2025, concedido pela T4 Education, segundo a Agência SP.

Com base nessa experiência, a Secretaria da Educação criou o projeto Rede Escola dos Sonhos. A iniciativa busca levar a outras unidades públicas práticas já testadas na escola de Cubatão, que se tornou um exemplo de transformação a partir da integração entre escola e comunidade.

Neste primeiro momento, a proposta será implantada em 100 escolas estaduais ainda neste ano. As unidades contempladas estão distribuídas em 30 das 91 diretorias regionais de ensino existentes no estado.

Metodologia e implantação nas escolas

A implantação do projeto será acompanhada pelo programa Conviva SP, responsável por ações voltadas à convivência e proteção no ambiente escolar. A metodologia prevê acompanhamento contínuo das unidades participantes.

O modelo se apoia em três frentes principais: formação continuada para educadores, acompanhamento territorial e aplicação de práticas pedagógicas e de convivência. Nesse processo, as escolas terão autonomia para desenvolver projetos próprios de acordo com suas realidades locais.

Segundo o secretário da Educação, Renato Feder, a proposta busca fortalecer relações dentro das escolas. O objetivo é estimular iniciativas que promovam participação dos estudantes, mediação de conflitos e construção de um ambiente escolar mais positivo.

A diretora do Conviva, Daniele Quirino, afirmou que todas as unidades envolvidas já passam por formação específica. Além disso, cada escola poderá criar projetos próprios ao longo de 2026 com base nas decisões de seus professores.

Da crise ao reconhecimento internacional

A trajetória da escola de Cubatão passou por mudanças significativas na última década. Antes conhecida informalmente como “Parque dos Pesadelos”, a unidade enfrentava problemas relacionados à violência e invasões.

Com a adoção de projetos voltados à convivência e participação da comunidade, o cenário mudou gradualmente. A escola conseguiu zerar os boletins de ocorrência por invasão e reformular o ambiente escolar, resultado que chamou a atenção internacional.

Em setembro de 2025, o reconhecimento veio com o prêmio World’s Best School Prizes. Durante visita à escola, o fundador da T4 Education, Vikas Pota, destacou que experiências como essa ajudam a inspirar mudanças em outras instituições de ensino.

Projetos e participação dos estudantes

Atualmente, a escola desenvolve 21 projetos idealizados pelos próprios professores e frequentados pelos estudantes. As atividades envolvem diferentes áreas e buscam ampliar a participação dos alunos na vida escolar.

Entre as iniciativas estão atividades esportivas e culturais. Alguns estudantes da escola conquistaram reconhecimento regional no vôlei e resultados internacionais na patinação artística, o que ajudou a fortalecer o vínculo dos jovens com a escola.

Outro projeto desenvolvido pela unidade é o “A Escola vai à sua Casa”. Nele, professores visitam as residências dos alunos como forma de aproximar a instituição das famílias.

A estudante Ingrid Puppi Rodrigues, de 12 anos, afirma que estudar no local mudou sua relação com a escola. Integrante da equipe de patinação, ela diz que a atividade contribuiu para o desenvolvimento pessoal e para o desempenho nos estudos.

A expectativa da Secretaria da Educação é que as experiências aplicadas em Cubatão sirvam de inspiração para novas iniciativas nas 100 escolas participantes do programa.

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