Negócios
por Amanda Ambrozio
Publicado em 15/06/2026, às 16h47
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo aprovou, nesta segunda-feira (15), o processamento do pedido de recuperação judicial do Grupo Toky e de suas subsidiárias.
A companhia, que controla as redes de móveis e decoração Tok&Stok e Mobly, havia protocolado a solicitação em 12 de maio deste ano, apontando um endividamento consolidado superior a R$ 1 bilhão, segundo a CNN Brasil.
A recuperação judicial é um mecanismo jurídico utilizado por empresas em crise financeira para renegociar seus débitos sob supervisão da Justiça.
Isso evita com que haja a decretação de falência e garante a continuidade de suas operações comerciais e o emprego de seus colaboradores.
De acordo com os fatos encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a administração do Grupo Toky atribuiu as dificuldades financeiras a um cenário macroeconômico adverso.
O setor de varejo de móveis e decoração foi severamente impactado por fatores combinados, como: manutenção de taxas de juros em patamares elevados, crescimento do nível de endividamento das famílias brasileiras e redução no poder de consumo de bens duráveis.
Segundo o g1, a empresa destacou no processo o "risco de dano irreparável" às suas atividades caso medidas urgentes não fossem tomadas.
Entre os principais agravantes para a crise de liquidez atual está o bloqueio de aproximadamente R$ 77 milhões em recebíveis de vendas via cartão de crédito, retidos pelo SRM Bank.
De acordo com o grupo, a retenção desses valores afetou diretamente o fluxo de caixa, ameaçando obrigações básicas de curto prazo, como a folha de pagamento de mais de 2 mil funcionários.
Com a aprovação do processamento pelo Poder Judiciário, o Grupo Toky passa a contar com ferramentas legais para reestruturar suas finanças.
Fica determinada a suspensão por 180 dias de todas as ações, execuções e cobranças de dívidas movidas por credores contra a empresa, garantindo fôlego financeiro para a elaboração do plano de reestruturação.
A Justiça irá assegurar a continuidade de contratos vitais para a operação diária da companhia, englobando serviços de logística, transporte, plataformas digitais, computação em nuvem, além do fornecimento de energia elétrica e água.
Com o início da recuperação judicial, a empresa terá um prazo legal para apresentar formalmente o seu plano de pagamento detalhado aos credores.
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