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São Paulo lidera geração de empregos no Brasil com mais de 2 mil vagas formais por dia

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No primeiro trimestre de 2026, São Paulo abriu 183 mil vagas com carteira assinada, destacando-se na criação de empregos no Brasil.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Gov
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 01/05/2026, às 16h30



O estado de São Paulo abriu 183 mil vagas com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a cerca de 2 mil novas oportunidades por dia. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Somente em março, foram registrados quase 68 mil novos postos formais. No acumulado de 12 meses, o total chegou a 278,5 mil vagas, consolidando o estado como líder nacional na criação de empregos.

Nesse cenário, São Paulo concentrou 30% de todas as vagas formais criadas no Brasil no trimestre e também no mês de março, além de responder por 63,5% dos empregos gerados em toda a região Sudeste.

Os números também mostram crescimento contínuo. Houve alta de 0,46% em março, avanço de 1,25% no trimestre e aumento de 1,92% no acumulado de 12 meses, segundo a Agência SP.

Maior salário médio de admissão

Além da liderança em contratações, o estado também registrou o maior salário médio de admissão do país. Em março, o valor ficou em R$ 2.646,63.

O índice ficou acima de Santa Catarina, com R$ 2.412,89, Distrito Federal, com R$ 2.404,07, e Rio de Janeiro, com R$ 2.323,62.

Segundo os dados, o salário médio paulista é 12,6% superior à média nacional, que ficou em R$ 2.350,83. No Sudeste, a média regional foi de R$ 2.495,06.

A valorização salarial também é influenciada pelo piso estadual. O Governo de São Paulo enviou à Alesp a proposta de novo salário mínimo paulista de R$ 1.874 para 2026, o que deve representar quase 50% de valorização nesta gestão.

Serviços lideram contratações

O setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de vagas em março, com 49.475 novos empregos formais.

Dentro desse segmento, se destacaram as áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 19.131 vagas, além de transporte, armazenagem e correio, com 14.638.

A construção civil também teve desempenho relevante, com 9.595 vagas. Já a indústria geral abriu 8.197 postos e o comércio, junto com reparação de veículos e motocicletas, registrou 4.756 novas contratações.

Classificação Indicativa: Livre

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