Polícia

“Achei estranho na hora”: mãe relembra pedido feito à filha antes de capotamento na Dutra

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Motorista de 43 anos teve prisão preventiva após capotamento com a filha de 7 anos na Via Dutra, em São José dos Campos.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Tv Vanguarda
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 23/05/2026, às 12h13



O motorista de 43 anos que capotou um carro com a filha de 7 anos na Via Dutra, em São José dos Campos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

A ocorrência aconteceu na altura do km 141 da rodovia e passou a ser investigada não apenas por ameaça e retenção de menor, mas também como possível tentativa de homicídio.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o teste do bafômetro apontou consumo de álcool e os agentes consideram que o acidente pode ter sido provocado de forma deliberada. Após buscas realizadas na estrada, as equipes localizaram o veículo tombado em um barranco às margens da pista, segundo o G1.

Relato da mãe sobre momentos anteriores

Dias após o ocorrido, a mãe da criança afirmou que viveu uma situação de desespero pouco antes do acidente. Ela contou ter recebido uma videochamada do ex-companheiro enquanto a filha estava no carro e relatou que o homem mencionava estar dirigindo pela Dutra em alta velocidade.

A mulher disse que, diante do conteúdo da conversa, procurou imediatamente as autoridades. A ligação foi interrompida logo depois, aumentando a preocupação sobre o paradeiro da criança e do motorista. Ela também relatou que o ex-marido vinha insistindo em contatos e enviando mensagens desde horas antes da ocorrência.

Criança foi socorrida após capotamento

A menina foi retirada do local e encaminhada para atendimento médico em São José dos Campos. Conforme o relato da mãe, ela recebeu informações de que a filha permaneceu parcialmente submersa após o carro tombar e foi localizada graças ao choro ouvido por pessoas que passavam pela região.

Ao reencontrá-la no hospital, a mulher afirmou que a criança estava assustada e apresentava sinais compatíveis com a situação enfrentada no acidente. O estado de saúde da menina não foi divulgado pelas autoridades.

Defesa contesta acusações

Os advogados do investigado negam a versão de que houve intenção de provocar o acidente. A defesa sustenta que uma testemunha relatou o estouro de um pneu de caminhão instantes antes do capotamento, circunstância que teria assustado o motorista.

Além disso, os representantes afirmam que o pai mantinha convivência regular com a filha e que ele próprio participou do resgate após a batida. A defesa também informou que pediu habeas corpus para tentar reverter a prisão preventiva, acrescentando que as acusações serão discutidas ao longo do processo judicial.

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