Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 17/08/2026, às 07h09
O assaltante Gabriel Adriano Araújo, de 24 anos, morreu no hospital após ser baleado durante uma troca de tiros com um policial civil que terminou com a morte do filho do agente, Guilherme Souza de Campos, de 10 anos.
O confronto ocorreu na tarde de domingo (16), durante uma tentativa de assalto na Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo.
A morte de Gabriel foi confirmada horas depois do confronto. O criminoso havia sido atingido pelos disparos durante a troca de tiros e chegou a ser socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
Guilherme também foi baleado durante a ação e morreu após ser atingido por, ao menos, três disparos. O menino estava na garupa da motocicleta conduzida pelo pai, o policial civil Vinicius Fofa, quando os dois foram abordados pelo assaltante na Rua Pedro Feliciano Domingues.
Segundo as informações iniciais da ocorrência, o criminoso teria anunciado o assalto e, durante a abordagem, houve uma troca de tiros entre ele e o policial. O agente foi atingido de raspão, enquanto o filho acabou sendo atingido pelos disparos.
Após o confronto, Gabriel ficou caído no local e foi socorrido. Guilherme também recebeu atendimento, sendo levado pelo próprio pai em busca de socorro. Apesar das tentativas de salvamento, a criança não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
O policial, que ficou ferido de raspão, foi atendido e não há informação de que seu estado de saúde seja grave.
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O corpo de Guilherme será velado e sepultado nesta segunda-feira (17), no Memorial Parque Jaraguá, na capital paulista. Familiares e amigos devem acompanhar as cerimônias de despedida do menino, morto aos 10 anos durante a tentativa de roubo.
O caso causou comoção entre familiares e colegas do policial civil, principalmente por envolver uma criança que estava acompanhada do pai quando foi atingida durante o confronto.
A ocorrência foi registrada na área de atuação do 72º Distrito Policial (DP), na Vila Penteado. Como o pai da criança é policial do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o próprio departamento assumiu a ocorrência e ficará responsável pelos procedimentos de polícia judiciária.
A investigação deverá apurar as circunstâncias da tentativa de assalto, a dinâmica da troca de tiros e a origem dos disparos que atingiram o menino.
Perícias deverão ser realizadas no local e na motocicleta utilizada pelo policial, além da análise de imagens de câmeras de segurança e de outros elementos que possam ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
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