Polícia
Um assalto organizado e executado em plena virada do Ano Novo atingiu o Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, zona oeste da capital paulista.
A ação ocorreu na madrugada desta quinta-feira (1º) e envolveu criminosos armados, que renderam vigilantes e levaram materiais técnicos utilizados pelo instituto, como citado peloa CNN Brasil.
De acordo com a Polícia Civil, o crime teve início na Avenida Professor Luciano Gualberto, onde dois vigilantes faziam a segurança do prédio. Eles foram surpreendidos por ao menos dois homens armados, que anunciaram o assalto e passaram a manter os funcionários sob controle dentro do campus.
Imagens das câmeras de segurança mostram parte da dinâmica da ação. Em um primeiro momento, dois suspeitos entram a pé no edifício. Em outra gravação, já é possível ver três homens mascarados rendendo os vigilantes, indicando a atuação de um grupo maior e com divisão de tarefas.
Enquanto os vigilantes eram mantidos como reféns, outros integrantes do grupo chegaram ao local em uma van, utilizada para transportar o material roubado. Segundo a apuração, os criminosos levaram oito bobinas de fios de cobre, cerca de 80 metros de cabos plásticos e os celulares das vítimas.
O foco nos materiais chama atenção para o valor do cobre no mercado ilegal, frequentemente alvo de furtos e roubos em estruturas públicas e privadas, especialmente durante a madrugada e em datas com menor circulação de pessoas.
O vice-diretor do IEE, Ildo Sauer, confirmou o assalto e informou que equipes da Polícia Militar e da Guarda Universitária estiveram no local até aproximadamente 2h30 da manhã. Após o crime, a direção do instituto adotou medidas para preservar as imagens do sistema de monitoramento interno e do campus.
Os registros serão encaminhados à polícia e devem ajudar na identificação dos suspeitos e do veículo utilizado na fuga. O caso foi registrado como roubo a estabelecimento de ensino no 91º Distrito Policial (Ceasa), que segue responsável pelas investigações.
Até o momento, ninguém foi preso. A polícia apura se o grupo já esteve envolvido em outras ocorrências semelhantes na região.
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