Polícia
O desaparecimento de um brasileiro em Buenos Aires terminou com a confirmação de sua morte dias depois, em circunstâncias ainda cercadas por dúvidas. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o professor universitário Danilo Neves Pereira, de 35 anos, não era visto desde 14 de abril, quando deixou de manter contato com amigos na capital argentina.
A identificação do corpo ocorreu após a polícia local confirmar que um homem sem documentos havia sido internado no mesmo dia do desaparecimento no Hospital Ramos Mejía. Ele morreu na madrugada de 15 de abril, registrado como desconhecido pela equipe médica.
Antes de desaparecer, Danilo havia informado a um amigo que se encontraria com alguém que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamento. O último endereço compartilhado indicava uma área central e turística de Buenos Aires, nas proximidades da Embaixada de Israel e do tradicional Café Tortoni.
Depois desse contato, não houve mais notícias. A ausência prolongada levou amigos a acionarem tanto a polícia argentina quanto o Consulado brasileiro, que passaram a acompanhar o caso.
De acordo com autoridades locais, a causa da morte foi atribuída a uma “descompensação psicotrópica causada pelo uso de entorpecentes”. A falta de documentos no momento da internação dificultou a identificação imediata, o que prolongou a angústia de pessoas próximas.
A continuidade das investigações dependerá das determinações da Justiça argentina, que deverá avaliar se há necessidade de aprofundamento sobre as circunstâncias que levaram ao ocorrido.
O Itamaraty informou que o Consulado do Brasil em Buenos Aires foi acionado e prestou assistência ao longo do processo. As autoridades seguem envolvidas nos trâmites de reconhecimento oficial do corpo.
Danilo construiu uma carreira consolidada no ensino de idiomas. Professor de inglês há 17 anos, atuou por mais de uma década no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Também seguiu na vida acadêmica como mestre pela mesma instituição e doutorando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Além da atuação acadêmica, desenvolvia trabalhos artísticos e literários. Era responsável pela personagem drag queen “Zelda, The Queen” e havia lançado, em 2025, sua primeira coletânea de contos. Nos últimos seis meses, vivia na Argentina, onde dava continuidade a seus projetos pessoais e profissionais.
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