Polícia
O Carnaval paulista deste ano terá um reforço inédito nas ações de proteção às mulheres. Do pré ao pós-Carnaval, o Governo de São Paulo ampliou o policiamento, levou serviços especializados para perto dos grandes eventos e intensificou atividades educativas em pontos estratégicos da festa.
A iniciativa faz parte do movimento SP Por Todas, criado para dar mais visibilidade às políticas públicas voltadas às mulheres e fortalecer a rede de acolhimento, proteção e autonomia. As informações são da Agência SP.
Um dos principais destaques é a atuação da unidade móvel da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que estará presente nos megablocos da capital, em regiões como Ibirapuera e Consolação, sempre durante os horários de maior concentração de público.
O ônibus funcionará como ponto de atendimento imediato para mulheres vítimas de violência ou importunação. No local, equipes especializadas poderão ouvir relatos, registrar ocorrências e encaminhar as vítimas para outros serviços, como delegacias físicas ou o Instituto Médico Legal (IML), quando necessário.
Segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a presença da unidade móvel em eventos de grande porte é essencial para garantir acolhimento e facilitar o acesso ao atendimento.
A proposta é mostrar que a mulher não está sozinha e que a rede de proteção está disponível mesmo em momentos de lazer.
Além da delegacia móvel, o ônibus SP Por Todas circulará por pontos estratégicos do Carnaval. Em Santos, o atendimento acontece entre os dias 6 e 8 de fevereiro. Já no Sambódromo do Anhembi, o serviço estará disponível nos dias 13 e 14, durante os desfiles das escolas de samba.
No espaço, mulheres poderão receber orientações, informações sobre direitos e apoio em casos de violência. Equipes do governo também promoverão ações educativas para ajudar na identificação de assédio e divulgar ferramentas como o protocolo Não Se Cale e o aplicativo SP Mulher Segura.
O esquema especial de segurança contará ainda com mais de 5 mil policiais, incluindo policiais militares femininas focadas no acolhimento imediato de vítimas e na prisão de agressores.
Essas equipes atuarão em contato direto com a Cabine Lilás, do Centro de Operações da PM, responsável por monitorar ocorrências de violência contra a mulher.
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