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Caso Banco Master: nova tentativa de delação de Vorcaro é recusada

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Autoridades consideraram insuficiente a segunda proposta de colaboração apresentada pelo ex-banqueiro, investigado por suposto esquema bilionário  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Divulgação/Polícia Federal
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 12/06/2026, às 06h00



A segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi recusada pelas autoridades responsáveis pelas investigações que apuram um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e outros crimes. Apesar da negativa, as tratativas para um possível acordo de colaboração continuam em andamento.

Segundo informações divulgadas pelo g1, investigadores entenderam que o novo material entregue pela defesa acrescenta poucos elementos em relação às provas já reunidas ao longo das apurações e ainda deixa de abordar pontos considerados relevantes para o avanço do caso.

Vorcaro está preso em Brasília e é investigado por suspeitas que envolvem fraudes financeiras, organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Investigação avançou após análise de celulares

Foto: Reprodução/Banco Master
Foto: Reprodução/Banco Master

O inquérito ganhou novos desdobramentos após a apreensão de diversos aparelhos celulares ligados ao empresário. As perícias realizadas nos equipamentos indicaram possíveis conexões entre o esquema financeiro investigado e práticas como espionagem ilegal, acesso a informações sigilosas e intimidação de adversários.

Conforme noticiado pela CNN, os investigadores também apuram a existência de uma estrutura organizada para monitoramento de pessoas e obtenção irregular de dados protegidos.

Prisões e novas fases da operação

Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um voo particular com destino a Dubai. Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio diante de suspeitas envolvendo operações financeiras.

Após deixar a prisão mediante medidas cautelares, ele voltou a ser preso preventivamente em março deste ano durante uma nova fase da investigação e permanece custodiado em Brasília.

Desde então, as apurações passaram a alcançar familiares, empresários, agentes públicos e outras pessoas suspeitas de participação no suposto esquema, além de possíveis vazamentos de informações sigilosas e atuação coordenada para beneficiar integrantes da organização.

Nova proposta ampliou informações

A nova tentativa de colaboração foi apresentada após a rejeição da primeira proposta, ocorrida em maio. O documento passou a incluir informações sobre supostas relações com integrantes dos Três Poderes, além de detalhes sobre movimentações financeiras investigadas pelas autoridades.

Mesmo com as alterações, a avaliação preliminar foi de que o conteúdo ainda não atende aos requisitos necessários para a celebração do acordo de delação premiada. As negociações seguem abertas para uma eventual reformulação da proposta.

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