Polícia

Caso do subsolo: o que a polícia já apurou sobre o desaparecimento da corretora

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Família e autoridades buscam respostas para o sumiço de Daiane Alves, vista pela última vez em dezembro de 2025.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 16/01/2026, às 11h25



O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, tem mobilizado familiares, autoridades e moradores de Caldas Novas, em Goiás.

O caso ganhou repercussão após a mulher ser vista pela última vez descendo até o subsolo do prédio onde morava, em dezembro de 2025. Desde então, nenhuma informação concreta sobre seu paradeiro foi confirmada, o que aumenta a angústia de todos os envolvidos, segundo o Metrópoles.

Daiane era responsável pela administração de seis apartamentos da família na cidade turística. Os imóveis pertencem aos parentes que vivem em Uberlândia, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Ela conciliava a rotina profissional com a gestão das locações, especialmente em períodos de alta temporada, como festas de fim de ano.

O que se sabe sobre o dia do desaparecimento

No dia 17 de dezembro, Daiane desceu pelo elevador até o subsolo do prédio para verificar um problema relacionado à falta de energia elétrica em seu apartamento.

Segundo relatos da família, a corretora não demonstrava intenção de sair do edifício. Detalhes como a roupa simples e a porta destrancada reforçam essa hipótese, conforme destacou a mãe, Nilse Alves Pontes, de 61 anos.

Antes de desaparecer, Daiane enviou vídeos para uma amiga. Nas imagens, ela mostra o apartamento sem luz, registra o caminho até o elevador e conversa com o porteiro sobre a queda de energia.

Durante o trajeto, ainda troca algumas palavras com outro morador. Tudo indicava uma situação cotidiana e sem sinais de alerta, o que torna o caso ainda mais intrigante.

As câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que a corretora retorna ao elevador e desce até o subsolo. Lá, ela pretendia religar o relógio de energia. Um novo vídeo chegou a ser gravado nesse momento, mas nunca foi enviado à amiga. Esse foi o último registro conhecido de Daiane.

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Investigação e buscas sem respostas

A Delegacia de Polícia de Caldas Novas conduz as investigações. De acordo com a Polícia Civil de Goiás, algumas testemunhas já foram ouvidas, mas detalhes não estão sendo divulgados para não comprometer as diligências.

O silêncio em torno de informações oficiais aumenta a expectativa por respostas, enquanto o inquérito segue em andamento.

No dia seguinte ao desaparecimento, Nilse e a neta tentaram contato telefônico com Daiane, sem sucesso. A última mensagem entre elas havia sido trocada na manhã do dia 17. Ao entrarem no apartamento, constataram que a corretora não estava no local. Buscas em outros imóveis da família também não trouxeram resultados.

Diante da falta de pistas, os familiares registraram boletim de ocorrência e procuraram hospitais, unidades de pronto atendimento e conhecidos. Nenhuma informação relevante foi encontrada até o momento. A ausência total de rastros tem sido o aspecto mais angustiante do caso.

Nilse afirma que não há imagens da filha após a descida ao subsolo. Segundo ela, não existem registros que mostrem Daiane retornando ao elevador, voltando ao apartamento ou saindo para a rua. A inexistência dessas gravações levanta questionamentos cruciais, que seguem sem resposta e alimentam a dor e a incerteza da família.

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