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Caso Tainara avança: acusado de atropelamento fatal enfrentará júri popular

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BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/ Tv Globo
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 26/05/2026, às 10h20



A Justiça de São Paulo decidiu que Douglas Alves da Silva, de 26 anos, será submetido a júri popular pela morte de Tainara Souza Santos.

O acusado está preso preventivamente e responde pelos crimes de feminicídio e tentativa de homicídio contra Lucas Brito Galvão Silva, de 19 anos. A decisão foi tomada após audiência de instrução realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital.

Durante a etapa processual, foram ouvidas 12 testemunhas e o réu também prestou depoimento. Agora, caberá ao Tribunal do Júri julgar o caso. Em caso de condenação por feminicídio, a pena pode variar entre 20 e 40 anos de prisão.

A defesa de Douglas argumentou que a realização da audiência era antecipada e voltou a contestar a acusação de feminicídio. Segundo o advogado do réu, não haveria provas de um relacionamento entre o acusado e a vítima, conta o G1.

Crime causou comoção

O episódio ocorreu em 29 de novembro de 2025, na Marginal Tietê, em São Paulo. Imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas registraram o momento em que Tainara foi atropelada e arrastada por cerca de 1 km antes de ser abandonada ainda com vida nas proximidades de um posto de combustíveis.

A mulher foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital das Clínicas. De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes relacionados a um relacionamento anterior que Douglas não aceitava ter terminado.

Após a prisão, realizada no dia seguinte ao crime, o acusado afirmou à polícia que o atropelamento foi acidental e negou conhecer Tainara. Ele também alegou ter deixado o local por receio de sofrer agressões.

Internação e morte

Durante o período de internação, Tainara passou por diversas cirurgias. Em uma delas, teve as duas pernas amputadas. O quadro clínico permaneceu crítico e exigiu permanência na Unidade de Terapia Intensiva.

Apesar dos procedimentos médicos, a vítima morreu em 24 de dezembro após quase 1 mês internada. O atestado de óbito apontou septicemia, amputações e desarticulação de quadril entre as causas da morte.

A mãe da vítima, Lúcia Aparecida da Silva, acompanhou a audiência e classificou o momento como uma etapa importante na busca por justiça. Segundo ela, o acusado não respondeu quando foi questionado sobre o motivo do crime.

Despedida marcada por pedidos de justiça

O velório ocorreu em 26 de dezembro e reuniu familiares, amigos e apoiadores. Cartazes e camisetas homenageavam Tainara e reforçavam mensagens de combate à violência contra a mulher.

O caso ganhou ampla repercussão nacional devido à brutalidade da ação. A morte de Tainara passou a simbolizar discussões sobre feminicídio e violência de gênero no país, enquanto familiares seguem aguardando o julgamento definitivo do acusado.

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