Polícia

Cobertura onde Marcos Matsunaga foi morto é colocada à venda por R$ 2,8 milhões

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Imóvel na Vila Leopoldina, palco de um dos crimes mais conhecidos do país, voltou ao mercado após disputa judicial entre a família Matsunaga e Elize  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Quinto Andar/Divulgação Netflix
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 31/07/2026, às 08h00



A cobertura triplex onde o empresário Marcos Matsunaga, herdeiro das indústrias Yoki, foi assassinado e esquartejado pela então esposa, Elize Matsunaga, voltou ao mercado imobiliário. Localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, o imóvel está anunciado por R$ 2,8 milhões.

A venda ocorre após o encerramento de uma longa disputa judicial envolvendo a família Matsunaga e Elize. Embora uma das coberturas unificadas estivesse em nome da ex-esposa na época do crime, a Justiça retirou dela o direito sobre o imóvel após a condenação pelo homicídio.

Imóvel reúne piscina privativa, adega e cinco suítes

Foto: Reprodução/Quinto Andar
Foto: Reprodução/Quinto Andar

O apartamento fica na Rua Carlos Weber e reúne características de alto padrão. Segundo o anúncio, o triplex conta com cinco suítes, piscina privativa com churrasqueira, banheira de hidromassagem, lareira, escritório, duas varandas, sauna seca, adega climatizada e vista panorâmica da zona oeste da capital.

Além do valor de venda, o futuro proprietário terá um custo mensal de R$ 6.087 de condomínio. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) soma cerca de R$ 19,3 mil por ano, dividido em parcelas mensais de R$ 1.609.

Crime aconteceu em 2012

O apartamento ficou conhecido nacionalmente após o assassinato de Marcos Matsunaga, em maio de 2012. Segundo a investigação, o empresário foi morto durante uma discussão com Elize Matsunaga dentro da residência.

Após o crime, ela confessou ter esquartejado o corpo e distribuído os restos mortais em áreas de mata na região de Cotia, na Grande São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram a saída de Elize do edifício carregando malas usadas para transportar o corpo.

Em 2016, ela foi condenada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Posteriormente, a pena foi reduzida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Atualmente, Elize cumpre o restante da condenação em regime aberto no interior paulista.

A filha do casal permanece sob a guarda dos avós paternos. Por decisão da Justiça, Elize não pode manter contato com a jovem, salvo se houver manifestação da própria filha quando atingir a maioridade.

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