Polícia
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa durante a Operação Vérnix.
A investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
A prisão preventiva da influenciadora foi autorizada pela Justiça, e ela permanece à disposição das autoridades, segundo a CNN.
Antes da transferência, Deolane passou pela Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), ela chegou à unidade de Tupi Paulista ao meio-dia de sexta-feira (22), um dia após a detenção ocorrida em Barueri.
Por possuir registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Deolane tem direito às prerrogativas previstas para profissionais da advocacia em prisão cautelar.
A influenciadora divide uma cela de cerca de 9 m² com outra advogada, o que dispensou sua permanência na ala de inclusão destinada a recém-chegados ao sistema prisional.
Segundo informações da SAP, o espaço conta com beliche, ventilador e chuveiro. A acomodação diferenciada também evita que ela enfrente a superlotação observada na unidade, que abrigava 873 detentas para uma capacidade de 714 vagas antes de sua chegada.
Apesar das condições específicas da cela, a rotina e os serviços oferecidos seguem os mesmos padrões aplicados às demais presas. Atendimentos médicos, odontológicos e ginecológicos são realizados na mesma estrutura utilizada por toda a população carcerária, assim como a alimentação fornecida diariamente.
O dia no presídio começa às 7h com o café da manhã. Em seguida, às 8h, ocorre o primeiro período de banho de sol. O almoço é servido às 11h, quando as internas retornam às celas.
No período da tarde, as detentas voltam a sair para o banho de sol às 13h. Já o jantar é distribuído às 18h, encerrando a programação diária antes do retorno aos pavilhões.
A determinação que manteve a prisão de Deolane estabeleceu que fosse observado, sempre que possível, o recolhimento em local compatível com a prerrogativa profissional garantida a advogados.
A chamada sala de Estado-Maior não representa benefício penal nem altera o andamento da investigação, servindo apenas para definir a forma de custódia durante a prisão preventiva.
A medida também não implica liberdade, prisão domiciliar ou tratamento jurídico diferenciado. O reconhecimento ocorre exclusivamente em razão do exercício da advocacia e das garantias previstas no Estatuto da OAB para profissionais ainda sem condenação definitiva.
Classificação Indicativa: Livre