Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 20/10/2026, às 07h18
A investigação preliminar da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) sobre a suposta abordagem ao motorista do então candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) foi concluída sem identificar indícios de irregularidades na conduta dos agentes envolvidos. O episódio ocorreu em 11 de agosto, durante o período eleitoral.
O procedimento interno foi instaurado em 13 de agosto pelo coronel Rodrigo Pezato, comandante dos policiais responsáveis pelo patrulhamento da região onde os fatos teriam ocorrido, na zona sul da capital paulista.
A conclusão foi informada após um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). A corporação, porém, negou o acesso a detalhes da investigação, alegando a presença de dados pessoais e de informações operacionais e investigativas protegidas. A resposta não especificou quais documentos ou trechos estavam sujeitos à restrição.
Durante a campanha eleitoral, Haddad afirmou ter sido atingido pelo facho de luz de uma viatura policial pouco antes de chegar em casa. No dia seguinte, o então candidato declarou, em entrevista coletiva, que seu motorista havia sido seguido por policiais militares.
Em 15 de agosto, o portal Metrópoles teve acesso a mensagens enviadas pelo motorista durante o episódio. Nas conversas, ele relatou ter sido seguido e afirmou que procurou os policiais para questionar o motivo do acompanhamento. Segundo o relato, os agentes estavam com fuzis dentro da viatura e teriam ordenado que ele “vazasse” após o questionamento.
Na mesma semana, o motorista prestou depoimento na 2ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, na zona sul de São Paulo, acompanhado de um advogado. Na ocasião, apresentou uma versão diferente sobre o episódio e afirmou que não saiu do veículo. Ele manteve, no entanto, a alegação de que os policiais desceram da viatura, circunstância que não pôde ser confirmada pelas imagens disponibilizadas pela Secretaria de Segurança Pública.
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